Porto Velho (RO)11 de Setembro de 202622:59:28
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Saúde

São Paulo chega a 32 casos de sarampo; bebê de 6 meses está entre novos pacientes

Estado é o único do país com surto ativo da doença; capital concentra 29 das 32 confirmações registradas em 2026


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Reprodução/Adobestock

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O estado de São Paulo chegou a 32 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (11) pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Os dois casos mais recentes foram registrados na capital paulista e envolvem uma bebê de 6 meses e um homem de 28 anos.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a criança ainda não havia completado o esquema vacinal contra a doença. O outro paciente tinha histórico de vacinação. Os dois casos foram notificados em agosto e estão ligados a cadeias de transmissão já identificadas e monitoradas pelas autoridades sanitárias.

As análises das amostras foram realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A cidade de São Paulo concentra 29 dos 32 casos confirmados no estado. Os outros registros ocorreram em São Bernardo do Campo, com dois casos, e em Guarulhos, com uma confirmação.

Cadeias de transmissão seguem sob monitoramento

Quatro cadeias de transmissão do vírus foram identificadas no estado desde o início do ano. A primeira, registrada entre março e abril, teve origem em dois casos importados e foi considerada encerrada após 12 semanas sem novos registros relacionados.

As outras três cadeias foram identificadas entre junho e agosto e continuam sendo acompanhadas pelas equipes de vigilância epidemiológica estaduais e municipais.

As autoridades realizam o rastreamento e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com os pacientes, além de avaliar a necessidade de vacinação e outras medidas para interromper a transmissão do vírus.

São Paulo tem o único surto ativo do país

Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo é atualmente o único estado brasileiro com surto ativo de sarampo, com casos interligados que mantêm cadeias de transmissão em circulação.

Vacinação

Após o encerramento da campanha indiscriminada no fim de agosto, a vacinação na capital voltou a seguir, de forma geral, o calendário previsto para cada faixa etária e a situação vacinal da população.

A aplicação da vacina para pessoas de 6 meses a 59 anos foi mantida nos distritos de Vila Maria, Vila Guilherme e Vila Medeiros, na Zona Norte da capital, devido ao cenário epidemiológico dessas regiões.

A chamada dose zero também segue disponível para crianças de 6 a 11 meses em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. A aplicação, no entanto, não substitui as doses regulares previstas no calendário vacinal aos 12 e 15 meses.

G1 São Paulo


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