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Com o fim das férias escolares, muitos pais enfrentam o desafio de readaptar os filhos à rotina das aulas. Um dos grandes vilões dessa transição, segundo especialistas, é o tempo excessivo gasto com celulares, tablets e videogames durante o período de descanso. A batalha para desligar as telas e retomar os horários pode ser tensa em muitas famílias.
O psicólogo Claudir Paulo Loch Junior explica que, embora o calendário escolar termine, as necessidades humanas da criança não. "Ela continua precisando de rotina, de uso moderado de telas, de sono regulado e de afeto", afirma. Para o profissional, a retirada abrupta dos dispositivos no retorno às aulas gera conflitos, sendo a dificuldade com o sono um dos primeiros sinais do exagero.
Loch Junior ressalta, no entanto, que não basta apenas proibir o uso. "É preciso preencher o tempo com outras atividades", diz. O especialista é enfático: é necessário colocar coisas no lugar das telas, sugerindo a substituição por práticas mais dinâmicas.
A transição das férias para a escola não precisa ser um período de guerra. Com planejamento, diálogo e a substituição gradual do tempo de tela, é possível garantir um retorno às aulas mais saudável e produtivo para os estudantes e menos desgastante para as famílias.
Natália Figueiredo - Portal SGC