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O El Niño ganha mais força neste final de outubro com a temperatura da superfície do Oceano Pacífico em 3,4°C acima da média. Este é o maior valor registrado até agora, com um aumento de 0,1°C em relação à medição anterior.
Para acompanhar a intensidade do fenômeno, os especialistas observam principalmente a região Niño 3.4, localizada na parte central do Pacífico Equatorial. É nessa área que a temperatura do mar é usada como referência para detectar o El Niño.
Quando a temperatura nessa região fica pelo menos 2°C acima da média, o episódio é classificado como muito forte, conhecido popularmente como Super El Niño, por meio do índice tradicional chamado ONI.
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) também passou a usar, em 2026, outro indicador, chamado Índice Oceânico Niño Relativo (RONI). Ele leva em conta o aquecimento dos oceanos tropicais para comparar as temperaturas e avaliar melhor a intensidade do fenômeno. Por esse método, a região Niño 3.4 apresenta uma temperatura 2,5°C acima da média, valor que também indica um El Niño muito forte.
O aquecimento é ainda maior na região Niño 1+2, próxima aos litorais do Peru e do Equador. Nesse trecho do oceano, a temperatura da superfície está 5,2°C acima da média. Esse quadro caracteriza um El Niño Costeiro de força excepcional.
El Niño pode atingir força máxima no fim do ano
As previsões dos modelos climáticos indicam que o El Niño de 2026 e 2027 deve atingir sua maior intensidade em novembro ou dezembro deste ano. A partir do início de 2027, a tendência é que o fenômeno comece a perder força aos poucos.
A maioria das previsões mostra que a temperatura da região Niño 3.4 poderá ficar entre 3,5°C e 4°C acima da média no momento de maior força. Alguns modelos indicam ainda que o aquecimento pode passar dos 4°C.
Segundo o NOAA, o fenômeno tem mais de 83% de chances de ser um evento forte ou muito forte ainda entre janeiro e março de 2027.
O que é o El Niño
O El Niño é um fenômeno natural que ocorre a cada dois a sete anos. As águas superficiais do centro e do leste do Pacífico equatorial se aquecem a partir da primavera, provocando mudanças nos ventos, na pressão atmosférica e nas chuvas em escala mundial.
Em sua avaliação mais recente, a OMM prevê que a temperatura da superfície do mar no Pacífico fique 3,8°C acima da média entre novembro e janeiro, o que nunca foi registrado anteriormente.
O fenômeno se soma às mudanças climáticas provocadas pelas atividades humanas, que já intensificam os eventos meteorológicos extremos.
A OMM alerta ainda que a intensidade prevista não é suficiente para determinar a gravidade de suas consequências em um país ou região, porque os efeitos do El Niño variam e podem depender de outros fatores climáticos, especialmente das condições dos oceanos Índico e Atlântico.
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