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Nos Estados Unidos, a consolidação de uma nova profissão tem atraído a atenção de muitos amantes de animais. Conhecidos como dog nannies (na tradução, babás de cachorros), esses profissionais são responsáveis por gerenciar a rotina e o bem-estar dos cachorros — com o diferencial de oferecerem um atendimento personalizado.
O que está por trás?
Com as mudanças na maneira como os animais de estimação são tratados dentro das famílias, a demanda por esse tipo de serviço, especialmente em grupos com alta renda, cresce cada vez mais.
Assim como uma babá de crianças, o profissional deve assumir não só os passeios, mas também a alimentação, atividades físicas, suporte em viagens e consultas veterinárias.
João Paulo Lacerda, docente de medicina veterinária, destaca que ter um especialista focado na qualidade de vida do amigo de quatro patas pode evitar problemas de saúde.
"Pets que passam muitas horas sem estímulo físico e mental tendem a desenvolver sedentarismo e obesidade, principalmente em ambientes pequenos e pobres em enriquecimento ambiental."
É mesmo necessário?
Embora muitas pessoas ainda encarem a prática como exagero e estejam acostumadas à criação tradicional de um cachorro, diversos tutores têm investido em dog nannies para suprir as necessidades que não conseguem atender no cotidiano. O motivo principal são as rotinas cada vez mais corridas e os longos períodos longe de casa.
"Permanências prolongadas e frequentes, especialmente acima de 8 a 10 horas diárias, favorecem estresse, frustração e problemas comportamentais", alerta o professor do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).
Mesmo quando os donos conseguem cumprir as responsabilidades básicas, como alimentação e higiene, isso nem sempre é suficiente — já que os cães, especialmente os que vivem em apartamento, precisam gastar energia constantemente.
"Eles não precisam apenas de alimento e abrigo, precisam de interação social, estímulos e previsibilidade na rotina", conclui João Paulo.
Metrópoles