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Presa por suspeita atuar na lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a advogada e influenciadora Deolane Bezerra escreveu uma carta da penitenciária onde está presa e disse que está presa "por pura perseguição". No texto, publicado nas redes sociais das irmãs de Deonale, ela diz que é inocente.
"Mais uma vez, a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada)", afirmou Deonale.
O conteúdo da carta foi ditado por ela à irmã, Dayanne Bezerra, que também é advogada, e publicou nas redes sociais.
Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília, também é alvo da operação.
A advogada foi presa em casa, uma mansão que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos em Barueri, na Grande São Paulo.
Segundo as investigações, a influencer recebia valores provenientes de uma transportadora criada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau, e fazia a lavagem do dinheiro da organização criminosa.
Esta foi a segunda vez que a influenciadora foi presa. Em setembro de 2024, a prisão dela foi determinada em desdobramentos da Operação Integration, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
No domingo (24), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus, em caráter liminar, apresentado pela defesa da influencer.
A decisão foi dada um dia depois do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitar um pedido de prisão domiciliar.
Carta na íntegra

D24am