Porto Velho (RO)30 de Julho de 202616:19:41
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Saúde

Brasil elimina transmissão vertical de hepatite B e pede certificado

Brasil apresentou relatório à OPAS e à OMS para solicitar certificado de eliminação de hepatite B por transmissão vertical


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Divulgação/OPAS

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O Brasil solicitou à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) a validação da eliminação de hepatite B por transmissão vertical — passada de mãe para filho — como problema de saúde pública, na terça-feira (28/7), durante cerimônia conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na 26ª Conferência Internacional sobre aids.

Para justificar o pedido do certificado, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou aos diretores dos órgãos, Tedros Adhanom Ghebreyesus (OMS) e Jarbas Barbosa (OPAS), um dossiê com dados que mostram que, por dois anos consecutivos, o país atingiu a marca de menos de 0,1% das crianças de até cinco que apresentaram infecção ativa pelo vírus da hepatite B, critério internacional para a certificação.

Se o pedido for aprovado, o Brasil se torna o primeiro país das Américas a validar oficialmente a eliminação desse tipo de transmissão de hepatite B.

"O dia de hoje é muito importante para uma luta que travamos há décadas contra as hepatites virais. Hoje estamos entregando formalmente o relatório do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde brasileiro que demonstra, com base no nosso monitoramento, que o Brasil alcançou as metas para eliminação da transmissão vertical da hepatite B", destacou Padilha em nota divulgada pelo ministério.

A entrega do documento foi feita justamente no Dia Mundial Contra as Hepatites Virais, em um evento realizado pelo governo brasileiro e pela OMS com o tema "Hepatites: vamos derrubar as barreiras".

Certificação de eliminação de hepatite B

Conforme critérios internacionais para a obtenção do certificado de eliminação de hepatite B, é preciso que o país apresente uma indicação de prevalência de infecção de crianças de até cinco anos, identificada pelo exame HBsAg, teste de sangue que detecta o antígeno de superfície do vírus.

Para que seja considerado eliminado como problema de saúde pública, os registros precisam estar com índice inferior a 0,1%. De acordo com relatório do MS, o Brasil atingiu por dois anos a prevalência de 0,0111% — abaixo do limite estabelecido.

Outro indicador é a cobertura de pré-natal, que precisa ser igual ou superior a 95%. Em 2024 e 2025, o Brasil realizou acompanhamento de 98% das gestantes, segundo divulgação do ministério.

Entre as principais ações para eliminar a transmissão vertical da hepatite B, o MS investe em prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento no SUS, além de testagem realizada durante o pré-natal, tratamento antiviral quando necessário, e vacinação de recém-nascidos.

"A Região das Américas demonstrou que é possível proteger as novas gerações contra a hepatite B por meio da vacinação, de serviços sólidos de saúde materno-infantil e de um compromisso sustentado dos países. O Brasil está bem posicionado para avançar rumo a essa validação e sua experiência pode servir de inspiração para outros países da região", disse Jarbas Barbosa em divulgação da OPAS.

Agora, a solicitação será analisada pela OPAS e revisada por um comitê independente de especialistas para, assim, passar para a análise do Comitê Mundial de Validação da OMS, o qual é responsável por certificar se os países cumpriram os critérios estabelecidos e conceder a validação.

Em dezembro de 2025, o Brasil recebeu a certificação de eliminação de transmissão vertical do HIV, assumindo o compromisso de eliminar outros problemas de saúde pública, entre eles a sífilis, a doença de Chagas e o HTLV.

Metrópoles


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