Porto Velho (RO)28 de Julho de 202616:38:10
EDIÇÃO IMPRESSA
Saúde

Em transplante inédito, médicos devolvem visão à italiana de 67 anos

Após transplante ocular feito em um hospital na Itália, uma mulher de 67 anos recupera a visão depois de cinco anos sem enxergar


Imagem de Capa

Magnific

PUBLICIDADE

Pela primeira vez no mundo uma equipe médica da Clínica Oftalmológica Universitária do Hospital Molinette, em Turim, na Itália, fez uma cirurgia de autotransplante que devolveu a visão a uma mulher de 67 anos, que não enxergava há mais de cinco anos.

Segundo o professor Michele Reibaldi, diretor da Clínica Oftalmológica de Molinette, o procedimento transplantou de um olho para outro da paciente o segmento anterior completo do olho - parte frontal do globo ocular: córnea, íris, corpo ciliar e cristalino, e a porção central da retina, mácula lútea.

Conforme nota divulgada no site oficial do hospital, a paciente havia perdido a visão total após sofrer um acidente grave de carro, o qual trouxe danos irreversíveis ao nervo óptico do olho esquerdo. Com a lesão ocular, o olho ficou incapaz de transmitir luz ao cérebro, apesar das estruturas permanecerem saudáveis. Já o olho direito da paciente, já afetado por uma degeneração macular - doença que afeta a parte central da retina, quando sofreu o trauma severo teve o comprometendo da retina e da transparência da córnea. Devido à destruição ocular que continha uma parte da célula-tronco, era impossível um transplante convencional.

"Utilizando tecido saudável, porém disfuncional, do olho esquerdo, os médicos removeram e transferiram para o olho direito um bloco anatômico completo, composto pela córnea, esclera, conjuntiva e, pela primeira vez no mundo, a porção central da retina (a mácula). Essa "transferência" biológica permitiu a reconstrução de um olho funcional a partir dos dois olhos comprometidos", diz a nota.

Após a cirurgia, a paciente está respondendo bem ao pós-operatório. Os exames clínicos confirmaram também o sucesso do procedimento. "Este procedimento representa uma nova fronteira na cirurgia oftalmológica", afirma Reibaldi na nota. "Agora, aguardamos para ver como a retina transplantada funcionará, mas os resultados iniciais são encorajadores. Uma maratona cirúrgica extremamente complexa, com duração de quase seis horas", acrescentou.

Metrópoles


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Últimas notícias de Saúde