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Um avanço científico brasileiro pode oferecer uma nova ferramenta no combate à dependência química. A vacina que promete ajudar no tratamento contra o vício em crack e cocaína está prestes a entrar em sua fase final de testes em seres humanos. O anúncio representa uma esperança para o enfrentamento de um dos problemas que mais contribuem para a desestruturação familiar e para o agravamento de questões sociais, como a formação de cenas abertas de uso (conhecidas como cracolândias) e o aumento da população em situação de rua.
De acordo com informações apuradas, a proposta da imunização é fazer com que o próprio organismo do paciente passe a produzir anticorpos específicos. Esses anticorpos atuam diretamente na corrente sanguínea, neutralizando as moléculas da droga. Dessa forma, ao ser consumida, a substância não chega até o cérebro, impedindo a sensação de euforia e prazer que geralmente reforça o ciclo do vício.

Os testes finais, que agora se iniciam, devem comprovar a eficácia e a segurança da vacina em um número maior de voluntários. O objetivo do tratamento não é impedir o consumo pelo uso da força, mas sim funcionar como uma ferramenta de suporte para pacientes que já estão em recuperação e desejam evitar recaídas, bloqueando os efeitos da droga caso ela seja utilizada.
A pesquisa, conduzida no Brasil, é acompanhada de perto pela comunidade médica e por gestores de saúde pública, que veem no imunizante uma possível aliada para reduzir os danos sociais e de saúde causados pela dependência do crack, um problema que atinge famílias em todo o país.
Samara Santos - Portal SGC