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Pequena, alaranjada e envolvida por uma "capinha", a physalis deixou de ser apenas decoração de sobremesa em restaurantes e começou a ganhar espaço na alimentação do dia a dia, e até em hortas domésticas. O interesse cresceu porque, além do sabor agridoce, o fruto reúne compostos antioxidantes associados à saúde metabólica e imunológica.
Originária da América do Sul, a Physalis peruviana se adapta bem ao clima brasileiro e pode ser cultivada até em vasos, o que ajudou a popularizar seu consumo.
Por que ela chama atenção na nutrição
A fruta concentra carotenoides, vitamina C e polifenóis, substâncias com ação antioxidante. Esses compostos ajudam a reduzir processos inflamatórios e o estresse oxidativo, ligados ao envelhecimento celular e a doenças metabólicas.
Entre os benefícios associados ao consumo regular:
- Suporte ao sistema imune: a combinação de vitamina C e compostos fenólicos participa da resposta imunológica e da defesa contra infecções;
- Saúde intestinal: conta com fibras solúveis que contribuem para o equilíbrio da microbiota e para a saciedade;
- Controle glicêmico: alguns estudos sugerem melhora da sensibilidade à insulina quando inserida em um padrão alimentar equilibrado.
- Proteção cardiovascular: Antioxidantes ajudam a reduzir oxidação de lipídios, processo relacionado à formação de placas arteriais.
Como consumir
A physalis pode ser consumida in natura ou em preparações simples. O sabor mistura doce e ácido, lembrando levemente maracujá com tomate cereja.
Formas comuns de uso:
- Em saladas;
- Com iogurte ou coalhada;
- Em geleias e compotas;
- Como acompanhamento de queijos;
- Em drinks ou águas saborizadas.
Apesar de saudável, não é necessário consumir grandes quantidades. Uma pequena porção já fornece compostos bioativos relevantes dentro de uma alimentação variada.
Por que virou planta de quintal
A planta é considerada resistente, precisa de sol direto e rega moderada. Produz frutos em poucos meses e ocupa pouco espaço, o que favoreceu o cultivo em varandas e apartamentos. Outro atrativo é o valor elevado do fruto no mercado, tornando o plantio em casada economicamente interessante.
Existe alguma contraindicação?
As folhas e partes verdes da planta não devem ser ingeridas, pois podem conter substâncias tóxicas naturais. O consumo deve se limitar ao fruto maduro, de cor alaranjada.
Juliana Andrade - Metrópoles