Portal SGC
Biscoitos recheados, refrigerantes, salgadinhos, macarrão instantâneo e refeições prontas fazem parte da rotina de muitos brasileiros. Práticos e geralmente fáceis de encontrar, os alimentos ultraprocessados ganharam espaço na mesa da população. Mas há quem evite o consumo — o aposentado Cipriano Souza, de 39 anos, é um deles. "Eu não gosto", afirma.
Segundo um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, a participação desses produtos na alimentação dos brasileiros passou de 10% para 23% desde a década de 1980. O avanço preocupa os especialistas. "As doenças", alerta a psicóloga Jeane Cardinalle, que também chama atenção para o risco de a população ficar "desnutrida" mesmo consumindo calorias em excesso.
O uso constante desses alimentos está associado a uma maior exposição a fatores de risco. Quanto maior o consumo, maiores tendem a ser esses riscos.
Uma série de estudos publicada na revista científica The Lancet analisou dados de 93 países e identificou aumento do consumo de ultraprocessados em 91 deles. Pesquisas associam dietas ricas nesses produtos a uma maior exposição a fatores de risco para obesidade e diabetes tipo 2. "Além disso", complementa a psicóloga Jeane Cardinalle, o consumo frequente leva à substituição de "alimentos errados" na dieta.
O servidor aposentado Jorge Galvão relata que procura evitar esse tipo de produto. "Você evita o máximo possível", diz.
Diante desse cenário, especialistas alertam para os riscos à saúde e defendem uma alimentação baseada em alimentos frescos e naturais.
Pedro Silva - Portal SGC