Portal SGC
O Noiadance, também conhecido como Leskerray, é um ritmo que nasceu nas festas das zonas Leste e Sul de Porto Velho, enfrentou preconceito e, aos poucos, ganhou espaço em toda a cidade. Hoje, o gênero está presente nas festas, nas plataformas digitais e até em remixes de grandes sucessos. O som, que carrega identidade rondoniense, conquistou milhares de ouvintes pelo Brasil.
Por muitos anos, o ritmo foi associado principalmente às festas das zonas Leste e Sul da capital. Nas pequenas boates e nos encontros entre amigos, o Noiadance já fazia parte da trilha sonora da cidade. Mas o estilo também carregava um estigma: para muita gente, o nome "Noiadance" era usado de forma pejorativa.
Segundo Yuri Lorenzo, CEO do Canal Remix, o projeto começou com foco no cenário local. "No começo, o canal era voltado para a nossa região", afirma.
Para Gabriel Moreira, seguidor do Canal Remix, a origem do Noiadance passa pelas pesquisas dos DJs locais. "A origem do Noiadance vem desse trabalho dos DJs daqui, com batida própria. E deixou de ser algo restrito para se espalhar pelo Brasil", conta.
Uma das características do Noiadance é justamente dar uma nova vida às músicas que já fazem sucesso. Hits que estão em alta ganham novas batidas, e até aquelas músicas que pareciam esquecidas podem voltar às pistas em versões remixadas. Outra aposta dos DJs locais são os jingles para campanhas políticas, uma iniciativa do canal para este ano eleitoral.
Apesar de ter conquistado principalmente o público jovem, o ritmo hoje alcança diferentes gerações. Segundo os produtores, o público predominante está entre 20 e 40 anos, mas o estilo já chegou a ouvintes de diferentes idades.
Na internet, os números ajudam a dimensionar esse crescimento. O Canal Remix reúne mais de 140 mil inscritos no YouTube.
Criado em 2011, o Canal Remix completa 15 anos em 2026. A trajetória acompanha também a transformação do próprio Noiadance: de um ritmo concentrado nas festas de algumas regiões de Porto Velho para um produto musical que ganhou espaço nas plataformas digitais e passou a levar o nome de Rondônia para outros públicos.
Samara Santos - Portal SGC