A mãe da pequena Dhebora Eloa dos Santos Silva, de quatro anos, relatou à equipe de reportagem do Sistema Gurgacz de Comunicação (SGC) as dificuldades enfrentadas pela família após a filha ser baleada durante um tiroteio em Ji-Paraná.
O caso aconteceu na noite de 18 de janeiro de 2026, no cruzamento da Avenida Brasil com a Rua Cedro. Dhebora estava no carro com a mãe quando foi atingida por disparos durante uma troca de tiros nas proximidades de uma garagem de veículos.
Após receber atendimento de emergência, a menina foi transferida para Cacoal, onde permaneceu internada por cerca de dois meses. Segundo Beatriz, Dhebora ainda aguarda novos procedimentos para a retirada de fragmentos que permanecem alojados na região do maxilar. A criança também realiza acompanhamento com profissionais, incluindo atendimento psicológico.
Traumas após o ocorrido
Beatriz afirma que o episódio também deixou consequências emocionais para a família. Ela passou a fazer acompanhamento psicológico e conta que ainda sente medo de dirigir após ter vivenciado o tiroteio.
Para acompanhar o tratamento da filha, a mãe precisou deixar o emprego. O marido também ficou um período sem trabalhar. Segundo Beatriz, o apoio recebido pela família até o momento veio principalmente de parentes e amigos.
Investigação continua
Na ocasião, a Polícia Civil informou que houve uma troca de tiros entre o proprietário de uma garagem e dois indivíduos. Um dos envolvidos se apresentou espontaneamente à Delegacia de Homicídios dois dias depois e entregou uma pistola calibre 9 milímetros, alegando ter agido em legítima defesa.
A investigação também apontou a participação de um segundo suspeito. A Polícia Civil realizou diligências para esclarecer a dinâmica do confronto e identificar as responsabilidades pelos disparos que atingiram a criança.
A família aguarda o avanço das investigações e a responsabilização dos envolvidos, enquanto Dhebora segue em acompanhamento.
Portal SGC