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O preço da cesta básica em Porto Velho atingiu R$ 601,01 em janeiro de 2026. O dado faz parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
De acordo com o levantamento, o conjunto de alimentos essenciais ficou mais caro em 24 das 27 capitais brasileiras no período, indicando uma pressão generalizada sobre o custo da alimentação no país.
As cestas mais caras foram registradas em São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá. Já os menores valores estão em Aracaju, Maceió e Natal. Embora Porto Velho não esteja entre as capitais com os preços mais elevados, o valor local representa um impacto significativo no bolso do trabalhador.
Impacto no orçamento familiar
O custo de R$ 601,01 compromete mais da metade do salário mínimo vigente, reduzindo a margem do trabalhador para outras despesas essenciais, como moradia, transporte e saúde. O cenário reforça o peso da alimentação no orçamento doméstico das famílias da capital rondoniense.
Com base no valor das cestas mais caras do país, o Dieese calcula mensalmente o chamado salário mínimo necessário. Em janeiro, a entidade estimou que o piso salarial deveria ser de R$ 7.177,57 para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas. O cálculo leva em conta não apenas a alimentação, mas também gastos com moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme prevê a Constituição.
Pressão contínua sobre os preços
A alta generalizada nos preços dos alimentos em quase todo o país confirma que a inflação continua afetando diretamente o dia a dia das famílias. Em Porto Velho, o dado de janeiro acende um alerta para o desafio de equilibrar a renda diante do custo de vida, em um ambiente de preços elevados nos itens básicos.
Samara Santos - Portal SGC