Porto Velho (RO)20 de Outubro de 202618:58:38
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Plantão de Polícia

VÍDEO: mulher é flagrada fazendo ofensas racistas contra estudante no metrô de São Paulo

Caso ocorreu na estação Vila Sônia, após uma discussão política entre passageiros; vítima denunciou o episódio à polícia e ao Ministério Público.


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Uma mulher foi filmada proferindo ofensas racistas contra o estudante de Direito Márcio Ferreira na estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo. O episódio aconteceu na noite de domingo (18), após um desentendimento político entre passageiros.

Segundo o estudante, a discussão começou dentro de um trem, quando a mulher debatia questões políticas com três jovens. Ao perceber que a situação poderia terminar em agressão física, Márcio tentou intervir para acalmar os envolvidos.

Mesmo após os outros passageiros se afastarem, ele permaneceu no local conversando com a mulher. Conforme seu relato, foi nesse momento que começaram as ofensas relacionadas à cor de sua pele.

As imagens registradas pelo estudante mostram a passageira utilizando expressões racistas durante a discussão. No vídeo, ela também declara apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

O episódio ocorreu no mesmo dia em que apoiadores do político participaram de uma manifestação na Avenida Paulista. No entanto, não há confirmação de que a mulher tenha participado do ato.

Vídeo registra as ofensas na estação

Na gravação divulgada nas redes sociais, a mulher dirige insultos racistas contra Márcio e continua a discussão enquanto ele tenta se afastar. Um agente de segurança aparece acompanhando a situação na estação.

Em entrevista ao UOL, o estudante afirmou que sua intenção inicial era evitar que o desentendimento entre os passageiros se transformasse em uma agressão física.

"Fui separar a briga. Conversando. Pedindo calma", relatou.

Márcio também contou que passou a receber as ofensas depois de mencionar que havia tentado ajudá-la, apesar das divergências políticas entre eles.

Estudante relata abalo emocional

Após a repercussão do vídeo, Márcio publicou um relato nas redes sociais sobre o impacto da situação. Segundo ele, o episódio provocou sentimentos de culpa, embora reconheça que não foi responsável pelas agressões.

"Na hora você se sente culpado. Culpa por não saber como reagir. Culpa até por sair de casa", declarou.

Na mesma publicação, o estudante afirmou que a responsabilidade pelas ofensas é da mulher. O vídeo repercutiu nas redes sociais e foi compartilhado por diferentes perfis.

Caso é denunciado às autoridades

De acordo com Ana Carolina Rocha, esposa do estudante, a família registrou um boletim de ocorrência e encaminhou uma denúncia ao Ministério Público.

Márcio também foi chamado para prestar depoimento ao Departamento de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), unidade da Polícia Civil de São Paulo especializada nesse tipo de ocorrência. O depoimento estava previsto para terça-feira (20).

A defesa da mulher foi procurada pelo UOL, mas não havia se manifestado até a publicação das informações.

A concessionária responsável pela Linha 4-Amarela informou que a equipe de segurança prestou apoio ao estudante e ofereceu assistência para o registro da ocorrência.

O que diz a lei sobre injúria racial?

A injúria racial é prevista na Lei nº 7.716/1989, com alterações introduzidas pela Lei nº 14.532/2023. A legislação estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de multa, para quem ofende a dignidade ou o decoro de alguém em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional.

A definição do enquadramento criminal no caso depende da apuração das autoridades e da análise das provas reunidas durante a investigação.

Assessoria


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