Porto Velho (RO)12 de Agosto de 202610:14:18
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Plantão de Polícia

Professor do Paraná é investigado por pedir fotos íntimas de aluna de 15 anos

Após adolescente recusar o pedido, docente teria ameaçado reprová-la e pressionado a estudante a enviar as imagens


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Um ex-professor da rede estadual de ensino do Paraná é investigado por suspeita de assédio sexual contra uma aluna de 15 anos, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Segundo a Polícia Civil, o docente teria pedido que a adolescente enviasse fotos íntimas e, diante da recusa, usado a possibilidade de reprovação escolar para pressioná-la.

Mensagens atribuídas ao professor mostram que ele teria ameaçado a estudante com uma possível reprovação e mencionado a reação da família caso ela tivesse baixo desempenho escolar.

A investigação é conduzida pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). Como o caso ainda está em andamento e tramita sob segredo de Justiça, os nomes do professor e da escola não foram divulgados.

Segundo a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, o suposto assédio ocorreu quando o homem ainda dava aulas para a adolescente. Após a denúncia, ele passou por um procedimento administrativo e foi afastado das atividades na rede estadual.

O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Ponta Grossa informou que o docente não faz mais parte do quadro da rede estadual. O órgão afirmou ainda que está à disposição das autoridades para fornecer informações que possam contribuir com a investigação.

Equipamentos são apreendidos

Na sexta-feira (7), policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no bairro Uvaranas.

Durante a operação, com apoio da Polícia Científica do Paraná, foram apreendidos um celular, um notebook e pendrives. Os equipamentos serão submetidos a perícia.

A análise dos dispositivos também deve verificar a suspeita de que o investigado tenha armazenado imagens de adolescentes em situação de exploração sexual.

O professor responde ao inquérito em liberdade. Conforme a delegada, quando a denúncia foi registrada já havia passado o período necessário para uma prisão em flagrante.

G1 Campos Gerais e Sul


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