Porto Velho (RO)15 de Outubro de 202619:23:15
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Putin culpa Ucrânia por retaliação russa: "Eles começaram"

Declaração ocorre após ataques russos deixarem mais de 600 mil ucranianos sem energia elétrica.


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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira (15) que o governo da Ucrânia deveria ter previsto as consequências de suas ações antes de realizar ataques contra alvos em território russo. A declaração foi feita em meio à intensificação dos bombardeios e à troca de acusações entre Moscou e Kiev sobre os alvos atingidos durante a guerra.

"Eles deram o primeiro passo. Nós começamos a responder", declarou Putin. O líder russo também acusou os ucranianos de atacar mercados e outras instalações civis, afirmando que o governo de Volodymyr Zelensky deveria ter avaliado os possíveis efeitos dessas ações.

Putin ainda criticou a postura de Kiev diante das ofensivas russas e afirmou que a Ucrânia busca apoio internacional para pressionar Moscou após os ataques contra sua infraestrutura.

Bombardeios deixam centenas de milhares sem energia

As declarações ocorreram após uma série de bombardeios russos contra instalações energéticas ucranianas. Na quarta-feira (14), mais de 600 mil pessoas ficaram sem eletricidade, segundo o presidente Volodymyr Zelensky.

De acordo com o líder ucraniano, a Rússia lançou mais de 120 drones e 39 mísseis balísticos contra as regiões de Kiev e Kharkiv. Os ataques atingiram estruturas ligadas ao fornecimento de energia e provocaram danos nos setores de petróleo e gás.

Zelensky afirmou que a ofensiva também contrariou uma trégua relacionada à infraestrutura energética, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no fim de semana anterior.

Na terça-feira (13), outro ataque com mísseis balísticos atingiu uma importante usina de energia em Kiev e danificou um edifício residencial. O presidente ucraniano também reclamou da falta de alertas antecipados por parte dos aliados sobre a ofensiva.

Zelensky critica posição de Trump

A escalada militar ocorre em meio a divergências entre a Ucrânia e os Estados Unidos sobre os rumos do conflito. Na quarta-feira (14), Zelensky criticou a postura de Trump e afirmou que considera doloroso ver o presidente americano assumir uma posição que, segundo ele, não favorece os interesses ucranianos.

"É doloroso quando o presidente Trump escolhe um lado, e não o nosso", declarou Zelensky. Ele também defendeu que os Estados Unidos mantenham uma posição equilibrada caso pretendam atuar como mediadores nas negociações.

As críticas vieram depois de Trump sugerir que a Ucrânia deveria escolher um novo líder capaz de negociar um acordo para encerrar a guerra. O presidente americano também questionou a capacidade de Zelensky de chegar a um entendimento com Moscou.

Enquanto os ataques continuam, os governos russo e ucraniano seguem trocando acusações sobre a responsabilidade pela escalada da guerra.

Metrópoles


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