O governo da Grécia determinou a retirada da embaixadora Eleni Lianidou da representação diplomática no Brasil após denúncias de irregularidades trabalhistas e práticas abusivas na embaixada, localizada em Brasília.
A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Jornal de Brasília e confirmada pelo Metrópoles com fontes diplomáticas que acompanham o caso.
Investigação começou em junho
Eleni Lianidou era investigada pelo governo grego desde junho de 2026, após o Ministério Público do Trabalho (MPT) intimar a embaixada por suspeitas de violações à legislação trabalhista brasileira.
Na época, um diplomata grego foi enviado a Brasília para apurar as denúncias. Lianidou estava fora do país durante o período, em viagem de férias.
Entre as irregularidades relatadas ao MPT estavam desvio de funções, jornadas de trabalho além do previsto em contrato e falta de segurança no ambiente de trabalho.
Denunciantes relataram represálias
Mesmo sob investigação, a embaixadora retornou ao posto diplomático. Segundo uma das vítimas ouvidas pelo Metrópoles, após a volta, Lianidou teria adotado uma postura de pressão contra as pessoas que fizeram as denúncias.
O documento que oficializou a decisão foi divulgado pelo Conselho Superior de Serviço para Transferências e Questões Disciplinares do Ministério das Relações Exteriores da Grécia.
No despacho, a diplomacia grega justificou a retirada da embaixadora com a expressão "razões de serviço", sem detalhar publicamente outros motivos para a medida.
Metrópoles