Porto Velho (RO)10 de Setembro de 202605:22:08
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Vídeo: Jornalista e cinegrafista são atingidos por míssil enquanto se preparavam para entrar ao vivo

Profissionais ficaram feridos por estilhaços durante ataque atribuído a Israel


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Reprodução

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Um jornalista e um cinegrafista foram atingidos durante um ataque no sul do Líbano enquanto se preparavam para entrar ao vivo em uma emissora local. O momento da explosão foi registrado pela própria câmera da equipe e repercutiu nas redes sociais.

O caso aconteceu no domingo (6), em Nabatieh al-Fawqa. O correspondente Ali Chbib e o cinegrafista Mohammad Berjawi, da emissora libanesa Al-Manar, foram atingidos por estilhaços e destroços.

Veja o vídeo: 

Os dois sofreram cortes e contusões e precisaram ser levados a um hospital. Chbib também passou por um procedimento cirúrgico no ombro. Posteriormente, ambos receberam alta.

Em comunicado, a Al-Manar, emissora afiliada ao Hezbollah, acusou as forças israelenses de realizarem um ataque "coordenado, direcionado e deliberado" contra a equipe de reportagem. O canal afirmou que os jornalistas estavam em uma área civil realizando uma cobertura.

Israel se manifesta

As Forças de Defesa de Israel (FDI), por outro lado, confirmaram que realizaram ataques aéreos na região de Nabatieh, mas afirmaram que os alvos eram "infraestruturas e depósitos de armas do Hezbollah".

As forças israelenses disseram estar cientes das informações sobre um jornalista ferido nas proximidades da área atingida e negaram que profissionais da imprensa fossem o alvo da operação.

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, os ataques registrados em diferentes localidades do sul do país no domingo deixaram 11 mortos e 26 feridos.

Organizações cobram investigação

O episódio também provocou reação de organizações internacionais ligadas à proteção de jornalistas.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) manifestou preocupação com o caso e destacou que profissionais da imprensa devem ser protegidos independentemente do veículo para o qual trabalham.

Já a Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) cobrou uma investigação transparente sobre o bombardeio e ressaltou as garantias previstas pelo Direito Internacional Humanitário para jornalistas que trabalham em zonas de conflito.

Correio 24h


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