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Mapa polêmico de Trump gera crise e leva Islândia a convocar embaixador

Primeira-ministra da Islândia chamou publicação de "insulto" e disse que não há nada de normal em zombar da soberania de Estados


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Reprodução/TruthSocial

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O governo da Islândia condenou nesta terça-feira (8/9) uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sobrepôs a bandeira norte-americana aos territórios da Islândia, Groenlândia, Canadá, México e de países do Caribe. A reação ocorre após o governo islandês convocar o embaixador dos EUA em Reykjavik para uma cobrança formal sobre a postagem.

Para a primeira-ministra da Islândia, Kristrún Frostadóttir, a publicação representa um desrespeito à soberania dos países retratados.

"É um insulto aos islandeses, canadenses e groenlandeses. Não há nada de engraçado ou normal em zombar da soberania dos Estados", afirmou Frostadóttir.

Trump publicou o mapa no início da tarde de segunda-feira (7/9) em sua rede social, a Truth Social. A imagem não era acompanhada de qualquer comentário escrito pelo presidente.

"Nosso protetor se tornou nosso intimidador"

A publicação ocorre em um momento de crescente preocupação na Islândia com a postura de Trump em relação ao Ártico e, principalmente, à Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca.

A Groenlândia é o vizinho mais próximo da Islândia e ocupa posição estratégica no Ártico.

A Islândia mantém uma relação histórica e estratégica com os Estados Unidos, especialmente por meio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O país é o único integrante da aliança militar que não possui forças armadas próprias e depende da estrutura de defesa coletiva do bloco.

Governo reage a Trump

Em uma demonstração de insatisfação, a ministra das Relações Exteriores da Islândia, Þorgerður Katrín Gunnarsdóttir, convocou Long para transmitir uma mensagem formal de descontentamento. Segundo o Ministério das Relações Exteriores islandês, a reunião serviu para deixar claro que a imagem publicada por Trump era considerada totalmente inadequada.

Gunnarsdóttir afirmou ainda que integrantes do governo Trump já haviam aconselhado autoridades islandesas a não interpretar literalmente todas as declarações do presidente, mas a levá-las a sério.

"Talvez não devêssemos levar o atual presidente dos EUA ao pé da letra, mas deveríamos levá-lo a sério", disse a ministra, reproduzindo a orientação que recebeu de autoridades americanas.

Para ela, porém, a nova publicação ultrapassou um limite. "Na minha opinião, isso não é uma piada. E, se isso deveria ser uma piada, é uma péssima piada", afirmou.

Metrópoles


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