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Um casal britânico recém-casado morreu na tarde de segunda-feira (17), após o helicóptero em que viajava cair perto de um heliponto na ilha de Sifnos, na Grécia. O piloto, um grego de 55 anos, também morreu no acidente.
Além do casal, entre as vítimas está o piloto, um grego de 55 anos. O casal britânico havia alugado o helicóptero para viajar até Sifnos durante a lua de mel. Os corpos foram retirados do local carbonizados.
O casal havia alugado um helicóptero Bell 206 para viajar até Sifnos durante a lua de mel. A aeronave caiu por volta das 18h08 no horário local (12h08 em Brasília), na região de Exambela, a poucos metros do local onde faria o pouso.
Segundo a Polícia Grega, o helicóptero caiu e pegou fogo logo depois. Os três corpos foram encontrados pelos bombeiros durante o combate às chamas.
A viagem havia começado na região de Markopoulo. Segundo o jornal grego Kathimerini, o piloto avisou pouco antes do acidente que estava se preparando para pousar em Sifnos.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o helicóptero aparentemente instável. Nas imagens, a aeronave gira e perde altura gradualmente antes de atingir o chão. Em seguida, uma explosão faz o helicóptero ser tomado pelo fogo.
Após o aviso do piloto, houve alguns segundos de silêncio no rádio. As autoridades agora tentam descobrir se ele percebeu algum problema ou comunicou alguma falha antes de perder o contato.
Moradores da região também relataram ter ouvido um barulho incomum vindo do helicóptero pouco antes da queda. Esses relatos serão comparados com as imagens, as comunicações e outras informações reunidas durante a investigação.
As condições meteorológicas eram consideradas boas no momento do acidente, segundo o Kathimerini.
O Corpo de Bombeiros da Grécia informou que quatro bombeiros participaram inicialmente do combate ao incêndio, com dois veículos. Outros cinco foram enviados da ilha de Syros em uma embarcação para reforçar a equipe.
Durante o trabalho, os bombeiros encontraram os três corpos. Eles foram retirados do local e entregues a uma ambulância do serviço de emergência grego. Os corpos estavam carbonizados e os exames necessários estão sendo feitos pelas autoridades.
A operação de combate às chamas terminou na noite de segunda-feira (17).
As causas da queda ainda não foram descobertas. Os investigadores devem examinar os destroços do helicóptero, as imagens do acidente, as comunicações feitas durante o voo e os relatos das testemunhas para descobrir o que aconteceu nos últimos momentos antes da queda e se houve algum problema no funcionamento da aeronave.
O Ministério da Infraestrutura e dos Transportes da Grécia informou que a investigação será feita pela Organização Nacional de Investigação de Acidentes Aéreos e Ferroviários e Segurança dos Transportes (EODASAAM).
A investigação inicial está sendo conduzida pelo Departamento de Polícia de Milos, em conjunto com a unidade policial de Sifnos, com supervisão da Promotoria de Syros.
Equipes da Diretoria de Combate ao Crime Organizado e da Diretoria de Polícia das Cíclades também foram enviadas à ilha para auxiliar nas apurações.
Após o fim da investigação, um relatório deverá ser encaminhado às autoridades do Ministério Público responsáveis pelo caso.
Piloto tinha milhares de horas de voo
Pessoas que trabalhavam com o piloto disseram ao jornal Kathimerini que ele tinha grande experiência profissional e milhares de horas de voo.
Antes de atuar como piloto de helicópteros, ele havia servido nas Forças Armadas. Depois de deixar a carreira militar, continuou trabalhando na aviação.
A experiência do piloto também será considerada pelos investigadores, que devem verificar se havia algum sinal de problema antes da perda de contato e quais foram as condições da aeronave nos momentos finais do voo.
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