Porto Velho (RO)27 de Julho de 202619:04:17
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Omã inicia ofensiva diplomática para amenizar conflito entre EUA e Irã

País mantém conversas com Irã, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Egito, tendo como principais pautas garantir a navegação segura no Estreito de Ormuz


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Divulgação via REUTERS

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Omã iniciou nesta segunda-feira (27) uma "ofensiva diplomática regional" com o objetivo de encontrar uma solução política para o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

A iniciativa ocorreu após a Arábia Saudita informar ter interceptado drones lançados a partir do território iraquiano e atribuir a ação a grupos apoiados pelo Irã, gerando preocupações sobre uma maior escalada regional.

Vários países árabes do Golfo Pérsico — incluindo Catar, Kuwait e Omã — condenaram os ataques e expressaram total solidariedade à Arábia Saudita.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, manteve conversas com os chanceleres de Irã, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Egito para discutir esforços de desescalada, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país.

As discussões se concentraram na busca por "entendimentos práticos, justos e sustentáveis" por meio de canais políticos e diplomáticos, garantindo a navegação segura pelo Estreito de Ormuz e restaurando o fluxo ininterrupto do comércio e das cadeias de suprimentos globais, afirmou a pasta.

A iniciativa diplomática seguiu-se a um comunicado do Ministério da Defesa da Arábia Saudita, informando a interceptação de vários drones lançados do Iraque que tinham como alvo instalações petrolíferas na Província Oriental e na região de Riade, no reino saudita.

O Iraque afirmou, nesta segunda, que investigaria a alegação saudita sobre os ataques feitos a partir do seu território.

A investigação analisará evidências e informações fornecidas pelos sauditas, segundo um comunicado do Exército iraquiano. A nota não identificou nenhum grupo suspeito nem informou quanto tempo a investigação levaria.

Grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque já haviam realizado anteriormente ataques com drones e foguetes contra bases militares dos EUA e outros alvos regionais, inclusive na Arábia Saudita.

O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, disse durante uma reunião presencial com o presidente dos EUA, Donald Trump, no início de julho, que seu país enfrentaria as milícias apoiadas pelo Irã no Iraque.

Al-Zaidi não apresentou uma estratégia pública detalhada para alcançar esse objetivo, que não foi atingido por governos iraquianos anteriores.

CNN Brasil


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