Porto Velho (RO)24 de Julho de 202619:32:03
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Dólar fica estável, mas Bolsa afunda com impacto do tarifaço de Trump

Moeda americana recuou 0,06% frente ao real, cotada a R$ 5,08. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa, caiu 1,52%, aos 174 mil pontos


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Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

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O dólar registrou leve queda de 0,06% frente ao real, cotado a R$ 5,08, nesta sexta-feira (24/7). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em forte queda de 1,52%, aos 174 mil pontos.

Ao longo da sessão, o mercado operou sob forte pressão do novo pacote de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciado na quinta-feira (23/7). A medida prevê sobretaxas de até 12,5% e entrou em vigor nesta sexta-feira.

A nova taxa soma-se ao tarifaço de 25%, anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na semana passada. As duas cobranças, porém, têm origem em ações diferentes.

Os 12,5% foram aplicados sob a alegação de que o Brasil falhou ao combater adequadamente o trabalho forçado. Já os 25%, impostos a partir de 22 de julho, tomaram como base a Seção 301 da Lei de Comércio americana, de 1974.

A legislação autoriza o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) a investigar políticas adotadas por governos estrangeiros que possam prejudicar empresas ou interesses comerciais americanos. O fato é que, juntas, as medidas podem elevar a carga tarifária sobre alguns produtos brasileiros em até 37,5%.

Petróleo

Nesta sexta-feira, o preço do petróleo fechou em queda, depois de forte avanço na véspera. A baixa ajudou a amenizar a tensão provocada entre os investidores com o tarifaço.

O barril do tipo Brent, a referência internacional, recuou 3,88%, a US$ 96,78. O West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, caiu 3,12%, a US$ 89,31 por barril.

Cessar-fogo

A queda da cotação da commodity foi resultado da informação sobre uma nova proposta de cessar-fogo que teria sido apresentada pelos Estados Unidos. Detalhes sobre o eventual acordo, contudo, não foram divulgados pelas autoridades americanas.

Na quinta-feira (23/7), a cotação do petróleo disparou, com alta superior a 7% (do tipo Brent), que voltou a superar a barreira dos US$ 100 o barril. O cenário era de um eventual colapso das principais rotas marítimas de exportação da commodity no Oriente Médio.

Ataques

Isso porque os problemas já registrados no Estreito de Ormuz foram agravados por ataques dos houthis, o grupo armado do Iêmen, contra dois petroleiros sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho.

Antes da guerra no Irã, deflagrada em 28 de fevereiro, cerca de um quinto da produção mundial de petróleo passava por Ormuz. A estimativa é que outros 5% circulavam por Bab el-Mandeb.

Juros nos EUA

Na quinta-feira, o aumento brusco do petróleo provocou um efeito dominó negativo nos mercados. E o impacto da alta ainda não se dissipou totalmente. Como primeira consequência, ele recrudesceu os temores com o avanço global da inflação.

Esse medo, por sua vez, fortaleceu as projeções de um eventual aumento dos juros nos Estados Unidos. Mesmo porque, na próxima semana, os integrantes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) realizam uma nova reunião para discutir o valor da taxa, atualmente fixada no intervalo entre 3,50% e 3,75%.

Previsão de alta

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, as chances de os juros americanos subirem 0,25 ponto percentual, fixando-se entre 3,75% e 4,00%, são de 55,4%. A possibilidade de uma elevação de 0,50 ponto percentual (para entre 4,00% e 4,25%) é de 24,7%.

Outro dado que indica que a economia americana segue aquecida, o que também favorece a tese do aumento de juros no país, foi divulgado nesta sexta-feira pela S&P Global. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos, com informações do setor industrial e de serviços, subiu para 53,6 pontos em julho, ante 51,9 pontos no mês anterior. Esse foi o maior nível atingido pelo indicador em oito meses.

Bolsas globais

Apesar das fontes de estresse, as bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,91% e, em Frankfurt, o DAX avançou 1,33%. Em Paris, o CAC 40 anotou valorização de 0,88%.

Em Nova York, às 15h30, os resultados eram mistos. O S&P 500 operava estável, com leve alta de 0,10%. O Dow Jones subia com mais força: 0,40%. Já o Nasdaq, que concentra ações de empresas do setor de tecnologia, baixava 0,51%.

Dólar no mundo

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), operou estável nesta sexta-feira. Às 15h30, ele apresentava pequena elevação de 0,03%, aos 101,48 pontos.

Ibovespa

No Ibovespa, as quedas foram generalizadas entre as principais ações que compõem o índice. Às 16h20, pouco antes do fechamento do mercado, os papéis da Petrobras caíam 1,95% e os da Vale recuavam 0,44%. As baixas também atingiam os principais bancos.

Metrópoles


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