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Irã fecha Estreito de Ormuz em meio a diálogo com os EUA

O anúncio se deu enquanto as delegações diplomáticas do Irã e dos Estados Unidos (EUA) negociavam termos para um possível acordo nuclear


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Iranian Leader Press Office / Handout/Anadolu via Getty Images

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Teerã anunciou, nesta terça-feira (17/2), que partes do Estreito de Ormuz seriam fechadas por motivos de "segurança", por causa dos militares da Guarda Revolucionária iraniana. O anúncio se deu enquanto as delegações diplomáticas do Irã e dos Estados Unidos (EUA) negociavam termos para um possível acordo nuclear em Genebra, na Suíça.

O comunicado foi feito pela televisão estatal iraniana, com a justificativa de que o fechamento parcial do canal foi feito aos "princípios de segurança e navegação", visto que as forças navais da Guarda Revolucionária iniciaram treinamento já nessa segunda-feira (16/2).

"As principais rotas de trânsito do Estreito de Ormuz estão sob o controle da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica e o Irã não tem linhas vermelhas quando se trata de salvaguardar a segurança nesta região", informou a TV estatal, sem dizer por quanto tempo irá durar o fechamento.

As tratativas diplomáticas ocorrem em um ambiente de forte tensão e movimentação militar. Nas últimas semanas, o presidente norte-americano, Donald Trump, determinou o envio de navios de guerra e porta-aviões dos EUA para a região, ampliando a presença militar no entorno do Golfo Pérsico.

Em meio ao aumento da pressão, Trump declarou que o Irã poderá enfrentar "consequências" caso não haja entendimento. Do lado iraniano, o líder supremo, Ali Khamenei, reagiu com ameaças de atacar e afundar embarcações da frota enviada pelos EUA.

Apesar da retórica agressiva, representantes de Teerã informaram que houve progresso nas negociações realizadas na Suíça, indicando que o diálogo diplomático segue em curso.

Mais cedo, Khamemei afirmou que os EUA não conseguirão derrubar a República Islâmica e fez uma ameaça direta à presença norte-americana próxima ao território iraniano.

Sem citar diretamente Trump, Khamenei criticou as declarações e a retórica militar de Washington. "O presidente dos EUA diz que seu Exército é o mais forte do mundo, mas até o mais forte dos exércitos pode receber um golpe tão duro que não consiga mais se levantar", afirmou.






Evellyn Paola - Metrópoles

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