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A produção brasileira de celulose alcançou um recorde de 29,4 milhões de toneladas em 2025, alta de 6,9% em relação ao ano anterior. As exportações também atingiram o maior volume da série histórica, com 20,7 milhões de toneladas, avanço de 11,6% na comparação anual. Os dados fazem parte do Relatório Anual de 2026 da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), divulgado nesta terça-feira (13).
Segundo a entidade, o setor florestal registrou receita bruta de R$ 249,4 bilhões em 2025, equivalente a 5% do PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio brasileiro. As exportações de toda a cadeia florestal somaram US$ 14,9 bilhões, em meio a um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e medidas protecionistas.
O setor mantém 710 mil postos de trabalho e gera renda, direta ou indiretamente, para 3,8 milhões de pessoas em diferentes regiões do país.
"Mesmo em face de um cenário marcado pela complexidade, com o aumento das tensões geopolíticas, a continuidade de conflitos em diferentes regiões do mundo, o recrudescimento de medidas protecionistas desestabilizando cadeias globais de comércio, e o enfraquecimento dos mecanismos multilaterais, o setor mostrou, mais uma vez, sua resiliência e competitividade", afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá.
Brasil lidera exportações
De acordo com o relatório, o Brasil permanece como o maior exportador mundial de celulose e o segundo maior produtor. O país também ocupa a sétima posição no mercado global de papel e painéis de madeira e a nona em madeira serrada.
A indústria fornece produtos renováveis, recicláveis e biodegradáveis utilizados em diferentes segmentos, como embalagens, livros, móveis, tecidos e papéis sanitários.
Área produtiva cresce
O setor encerrou 2025 com 10,73 milhões de hectares de área produtiva, resultado de um ritmo de plantio estimado em 2,2 milhões de árvores por dia.
O Mato Grosso do Sul foi o principal vetor de expansão, com o acréscimo de 222 mil hectares de área produtiva. Segundo a Ibá, o crescimento ocorreu sobre áreas previamente antropizadas e pastagens degradadas.
Além das áreas de produção, as empresas do setor conservam cerca de 7,15 milhões de hectares. As áreas de plantio e conservação são intercaladas pelo manejo florestal em mosaico, técnica que busca formar corredores ecológicos e contribuir para a proteção dos recursos naturais e da biodiversidade.
Restauração florestal ganha espaço
O relatório de 2026 também destaca o avanço da restauração florestal e da silvicultura de espécies nativas, segmento ainda emergente no Brasil. As áreas em processo de regeneração somam 57,5 mil hectares.
A atividade busca desenvolver modelos de negócios voltados à geração de créditos de carbono e à comercialização de produtos madeireiros e não madeireiros. Segundo a entidade, a iniciativa está alinhada aos compromissos climáticos brasileiros e às metas globais de redução das emissões de gases de efeito estufa.
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