Porto Velho (RO)18 de Setembro de 202605:05:22
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Agro

O Sindicato Metabase de Minas Gerais afirma que a Mosaic se recusa a negociar o PPR (Programa de Participação

Paralisações em unidades da empresa já provocaram demissões e adoção de programas de layoff em diferentes estados.


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A Mosaic Fertilizantes vem reduzindo e interrompendo temporariamente atividades em diferentes unidades do Brasil diante da menor demanda por fertilizantes e do aumento nos custos das matérias-primas. As medidas já provocaram impactos sobre trabalhadores, com relatos de demissões e adoção de programas de layoff.

O cenário também é influenciado pela escassez global de enxofre, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes fosfatados. Ao longo de 2026, a oferta restrita, problemas em rotas marítimas e tensões geopolíticas contribuíram para a alta dos custos.

Entre as unidades afetadas estão operações em Minas Gerais, Goiás, Bahia, Tocantins e Mato Grosso. Em Araxá e Patrocínio, em Minas Gerais, a paralisação das atividades teria levado à previsão de cortes de até 1,2 mil trabalhadores, segundo fontes ligadas às operações.

Em Catalão, Goiás, fontes citadas pela reportagem relatam cerca de 650 demissões após a interrupção temporária de parte da produção. Já em Candeias, na Bahia, aproximadamente 500 trabalhadores teriam sido desligados após a hibernação da fábrica.

A Mosaic também reduziu ou prorrogou paralisações em unidades de Uberaba e Tapira (MG), Palmeirante (TO) e Sorriso (MT).

Empresa negocia alternativas com sindicatos

Procurada, a Mosaic informou que não divulga o número de funcionários afetados e não confirmou as estimativas apresentadas por sindicatos e fontes.

Segundo a companhia, foram realizadas negociações com entidades sindicais para diminuir os impactos das paralisações. Entre as alternativas está a Bolsa de Qualificação Profissional, conhecida como layoff, que permite a suspensão temporária dos contratos por períodos entre dois e cinco meses.

Durante o afastamento, os trabalhadores recebem o benefício custeado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), além de uma ajuda financeira mensal paga pela empresa. A Mosaic afirma que benefícios como vale-alimentação e assistência médica e odontológica continuam durante o período.

A empresa ressalta que o layoff não representa um programa de desligamento voluntário, mas uma medida temporária voltada à preservação dos empregos diante das condições do mercado.

Sindicato questiona pagamento de benefício

Nas unidades de Araxá e Patrocínio, onde houve paralisação e anúncio de intenção de venda de ativos em Araxá, também foram estabelecidos acordos específicos para trabalhadores desligados.

O sindicato local informou que o acordo prevê indenização equivalente a três salários-base, manutenção do plano de saúde por até seis meses e apoio para recolocação profissional.

Já o Sindicato Metabase de Minas Gerais afirma que a Mosaic não aceitou negociar o Programa de Participação nos Resultados (PPR) para funcionários de Araxá e Patrocínio. De acordo com a entidade, a empresa justifica a decisão pela paralisação das plantas e pela ausência de atividade nas unidades.

A Mosaic afirma que as medidas adotadas são temporárias e estão relacionadas às condições atuais do mercado, sem representar uma mudança em sua estratégia de longo prazo no Brasil.

CNN Brasil


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