Porto Velho (RO)09 de Setembro de 202605:52:41
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Brasil será mais "atacado" à medida que liderar agro, diz secretário

Secretário de Defesa Agropecuária afirma que cenário internacional está mais competitivo e defende avanço nas negociações para garantir exportações


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O crescimento da participação brasileira no mercado mundial de alimentos deve trazer novos desafios para o setor agropecuário. A avaliação é do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Goulart, que afirmou nesta terça-feira (8) que o país poderá enfrentar uma pressão maior por parte de outros mercados.

Durante entrevista ao CNN Agro News, Goulart destacou que o cenário internacional se tornou mais fragmentado desde a pandemia e que o Brasil precisa estar preparado para lidar com exigências técnicas e sanitárias cada vez maiores.

Segundo o secretário, a aplicação de barreiras comerciais não é uma novidade para o país. No entanto, a disputa internacional por espaço no mercado de alimentos exige uma atuação conjunta entre os setores técnico, comercial e diplomático.

Exigências sanitárias

Entre os pontos de atenção está a utilização de antimicrobianos na produção. De acordo com Goulart, uma auditoria realizada pela União Europeia terminou na última sexta-feira (4) e apresentou uma avaliação positiva sobre os procedimentos brasileiros relacionados à separação de produtos que não utilizam esses medicamentos.

O secretário afirmou que os técnicos europeus consideraram satisfatório o sistema adotado pelo Brasil e compatível com as exigências do bloco.

Para Goulart, além de atender aos critérios técnicos, o governo precisa manter as negociações políticas e comerciais com os parceiros internacionais.

Brasil tenta acelerar retomada das exportações

O governo brasileiro também busca antecipar a retomada da autorização para exportação de proteínas para a União Europeia. Uma das estratégias foi o envio de uma carta ao bloco apresentando as medidas adotadas pelo país para atender às exigências sanitárias.

A expectativa do governo é que o processo possa avançar antes do calendário regular previsto pela União Europeia, especialmente para os setores de aves e mel, que já passaram por auditorias.

A missão da Comissão Europeia visitou estabelecimentos no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul antes de concluir os trabalhos.

Próximas etapas

Pelo procedimento regular, uma nova avaliação deve ocorrer em novembro, durante reunião do Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (SCoPAFF), órgão responsável por discussões relacionadas à segurança alimentar dentro da União Europeia.

Como a antecipação por meio de uma decisão política não avançou, o Brasil segue agora o processo regulatório europeu. Após a divulgação do relatório da auditoria, o governo brasileiro terá um prazo de 25 dias para apresentar sua resposta.

A avaliação do Ministério da Agricultura é que o avanço das exportações brasileiras dependerá tanto do cumprimento das exigências sanitárias quanto das negociações com os mercados compradores.

CNN Brasil


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