Porto Velho (RO)08 de Outubro de 202618:13:07
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VÍDEO: MP investiga caso de tapas dados por dona de hotel de pets em cão

O tutor do cão atingido com tapas disse que o animal estava com fome, sede e sujo


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Reprodução

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O caso envolvendo um cão hospedado em um hotel para pets de Bonito, no Mato Grosso do Sul, foi encaminhado ao Ministério Público após imagens da proprietária atingindo o animal dentro do estabelecimento repercutirem nas redes sociais. O episódio aconteceu na sexta-feira (3) e foi registrado inicialmente como suspeita de maus-tratos.

O cachorro, chamado Ravi, é um pastor-australiano de pouco mais de um ano e estava hospedado no local. A gravação, divulgada pelo tutor, mostra a proprietária do estabelecimento atingindo o animal várias vezes. A publicação sobre o caso ultrapassou 1 milhão de visualizações.

A Polícia Militar Ambiental recebeu a denúncia e encaminhou a ocorrência para a Delegacia de Bonito. A mulher que aparece nas imagens foi identificada e prestou esclarecimentos à Polícia Civil.

Versão da proprietária

Ana Carla, dona do estabelecimento, afirma que não pretendia maltratar Ravi. Segundo ela, o cão havia entrado em uma briga com outro animal, um yorkshire chamado Kowalski, e não o soltava.

A proprietária contou que recebeu uma ligação da filha, que estava cuidando dos animais, avisando sobre a situação. Ela teria ido imediatamente ao hotel e, diante da dificuldade para separar os cães, atingiu Ravi na tentativa de fazer com que soltasse o outro animal.

Ana Carla afirma ainda que tentou socorrer Kowalski após o episódio, mas o cachorro morreu. Ela nega ter agido por crueldade e diz que colocou à disposição da polícia as imagens das câmeras de segurança.

Segundo a proprietária, Ravi responde apenas a comandos em alemão, o que teria dificultado a intervenção naquele momento. Ela também afirmou que sua filha prestaria depoimento sobre o caso.

O que diz a Polícia Civil

Após analisar as imagens e ouvir a proprietária, o delegado responsável entendeu que, naquele momento, não havia elementos suficientes para caracterizar o crime de maus-tratos.

A versão apresentada à polícia foi de que Ana Carla tentava separar os animais e impedir que Kowalski continuasse sendo atacado. Por esse motivo, ela não foi presa.

O delegado registrou o entendimento em um despacho e encaminhou o caso ao Ministério Público, que deverá analisar as informações reunidas e decidir quais medidas serão tomadas.

Tutor de Ravi contesta versão

Vincent Lacerda, tutor de Ravi, contou que o cachorro frequentava o estabelecimento desde os três meses de idade e nunca havia apresentado comportamento agressivo. O tutor também afirma que Ravi era acompanhado por profissionais e havia passado por treinamento.

Vincent disse que não foi avisado pelo hotel sobre o episódio e que descobriu o que havia acontecido após receber o vídeo de pessoas que sabiam que o cachorro estava hospedado no local.

Depois de reconhecer Ravi nas imagens, ele pediu que uma pessoa de confiança retirasse o animal do hotel e o levasse a um veterinário. Segundo o tutor, o cachorro estava assustado, com comportamento diferente do habitual, além de estar com fome, sede e sujo. Ele afirma que Ravi recebeu atendimento e passa bem.

Vincent também contesta a versão sobre a morte de Kowalski e questiona a dinâmica apresentada pela proprietária. Para ele, há pontos do relato que precisam ser esclarecidos pela investigação.

Ravi deve ser levado para Niterói, no Rio de Janeiro, onde Vincent passou a morar recentemente.

O caso permanece sob análise do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

D24am


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