Porto Velho (RO)07 de Outubro de 202619:13:19
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Oposição quer deixar votação da escala 6x1 para depois das eleições

Senadores defendem que discussão sobre a PEC aconteça somente após o segundo turno das eleições


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A oposição no Senado Federal tenta adiar para depois do segundo turno a votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. A movimentação ocorre após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicar que a proposta pode ser analisada em primeiro turno na próxima semana.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição na Casa e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou nesta quarta-feira (7) que não considera adequado votar a proposta durante o período eleitoral.

Segundo Marinho, a discussão sobre a mudança na jornada de trabalho neste momento seria "oportunista". Ele também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar utilizar o tema para se aproximar novamente do eleitorado.

"Não faz bem ao país votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado", afirmou o senador.

Marinho não informou qual estratégia a oposição pretende adotar para tentar adiar a votação. Ele disse, porém, que o grupo não é contrário à discussão sobre a jornada de trabalho, mas considera inadequado tratar do assunto durante as eleições.

PEC está parada desde maio

A decisão sobre colocar ou não a proposta em votação cabe ao presidente do Senado. A PEC está parada na Casa desde maio, enquanto Alcolumbre vinha evitando avançar com a matéria para não interferir no processo eleitoral.

Nos últimos meses, o governo federal tentou convencer o presidente do Senado a pautar a proposta, mas não conseguiu avançar nas negociações.

As conversas ganharam força após um almoço realizado no fim de agosto entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Na ocasião, os três discutiram a agenda de votações da semana de esforço concentrado, que incluiu a PEC do fim da escala 6x1.

Até aquele momento, a única definição era a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

CNN Brasil


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