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A professora de história Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, morreu após receber alta por duas vezes consecutivas do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, no bairro de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 28 de agosto. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro investiga a denúncia de negligência médica registrada pela família da vítima.
A paciente deu entrada na unidade pública de saúde reclamando de forte dor no tórax e falta de ar. A equipe médica liberou a mulher em ambas as ocasiões após diagnosticar os sintomas como uma crise de ansiedade.
Horas após o segundo atendimento, a jovem foi encaminhada em estado grave para outro hospital da região, mas não resistiu. O atestado de óbito apontou como causa da morte um tamponamento cardíaco, condição caracterizada pelo acúmulo de líquido que pressiona o coração.
Em entrevista ao portal g1, Fabiana Bezerra, irmã de Giulia, acusou o hospital municipal de negligência durante os atendimentos. A familiar relatou as buscas por socorro na unidade de saúde.
"Ela deu entrada no hospital por volta das 8h da manhã com forte dor torácica e muita falta de ar. Mesmo ela relatando tudo isso, liberaram ela porque falaram que ela estava com crise de ansiedade. Por volta das 11h, minha irmã voltou ao mesmo hospital, fizeram alguns exames e deram alta alegando a mesma coisa da ansiedade", explicou Fabiana.
A irmã relatou também o agravamento do estado de saúde da professora no local.
"Nesta segunda vez que Giulia retornou ao hospital, ela estava com tanta falta de ar que não conseguiu nem ficar sentada, e acabou desmaiando na sala de espera. Depois do atendimento, medicaram e liberaram ela para casa", acrescentou.
Documentos obtidos pelo G1 mostram que os boletins de atendimento registraram queixa de dor torácica ao respirar. O relatório indicava que a paciente apresentava saturação de oxigênio em 100%, com ausculta cardíaca e exames laboratoriais dentro dos limites de normalidade.
Em nota enviada à imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro declarou que a jovem recebeu atendimento imediato e seguiu os protocolos para quadros cardíacos. O órgão informou que a avaliação incluiu eletrocardiograma e checagem de sinais vitais, com resultados que não apresentaram alterações.
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