Porto Velho (RO)12 de Agosto de 202608:27:10
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Alunos suspeitos de estupro coletivo em escola municipal são suspensos em PE

Dois adolescentes de 14 anos denunciaram abusos durante o intervalo; caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público


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Estudantes suspeitos de envolvimento em denúncias de estupro coletivo dentro de uma escola municipal do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, foram suspensos pela Secretaria de Educação do município. Segundo a prefeitura, os adolescentes não frequentam a instituição desde a semana passada e a medida tem prazo indeterminado.

As denúncias foram feitas por duas adolescentes, ambas de 14 anos, que relataram ter sido vítimas de violência sexual em dias diferentes, dentro de uma sala de aula durante o intervalo. De acordo com a advogada Luanny Porto, que representa as vítimas, cinco adolescentes teriam participado das agressões.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Vítimas recebem atendimento

Segundo a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, as adolescentes passaram pelo primeiro atendimento psicológico na semana passada, realizado por profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de um projeto ligado à Secretaria Municipal de Educação.

O município informou ainda que as vítimas e as mães receberão acompanhamento terapêutico em um serviço especializado no atendimento psicológico a mulheres vítimas de violência. A prefeitura também afirmou que as adolescentes foram transferidas para outras escolas.

A informação, porém, foi contestada pela advogada das vítimas. Segundo Luanny Porto, as adolescentes ainda não iniciaram o acompanhamento psicológico e as famílias só teriam sido procuradas pelo Creas na segunda-feira (10).

A defesa também afirmou que a transferência escolar ainda não havia sido concluída. Conforme a advogada, as jovens permaneciam sem frequentar as aulas e a Secretaria de Educação teria sido cobrada para agilizar o procedimento.

A prefeitura declarou que a transferência e o acompanhamento psicológico estão sendo tratados diretamente com as famílias.

Denúncias ocorreram durante o intervalo

Segundo os relatos apresentados pela defesa, as adolescentes estavam sozinhas em uma sala de aula durante o intervalo quando foram abordadas pelos suspeitos.

O caso mais recente teria ocorrido em 3 de agosto. Conforme a advogada, uma das estudantes decidiu permanecer na sala para fazer uma refeição quando os adolescentes teriam entrado no local, apagado as luzes e iniciado as agressões.

A vítima relatou ter sido derrubada e agredida com socos antes de sofrer a violência sexual. Segundo a defesa, os suspeitos também teriam ameaçado matar familiares da adolescente caso ela contasse o que havia acontecido.

Depois que a primeira denúncia veio à tona, a segunda adolescente decidiu relatar um episódio semelhante, que teria ocorrido no início de julho. De acordo com a advogada, o caso também aconteceu dentro da sala de aula, durante o intervalo.

As duas vítimas registraram boletins de ocorrência e passaram por exames sexológicos no Instituto de Medicina Legal (IML).

O Conselho Tutelar da Regional 1, no Centro do Cabo de Santo Agostinho, acompanha o caso. A investigação também é acompanhada pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do município, vinculada ao Ministério Público de Pernambuco.

G1 Pernambuco


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