Material cedido ao Metrópoles
Duas visitantes foram presas em flagrante em menos de 24 horas ao tentarem entrar na Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), no Complexo da Papuda, com drogas escondidas nas partes íntimas. Segundo a Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF), os entorpecentes apreendidos poderiam render mais de R$ 29 mil se fossem comercializados dentro do sistema prisional.
O primeiro flagrante ocorreu na quarta-feira (22/7). Durante a revista de rotina, um scanner corporal identificou um objeto suspeito na região pélvica de uma visitante. A mulher foi encaminhada ao Hospital Regional do Gama (HRG), onde retirou um pacote com cerca de 50 gramas de maconha do tipo ICE que estava escondido na vagina. O exame preliminar da Polícia Civil confirmou que a substância era, de fato, maconha.
Menos de 24 horas depois, na quinta-feira (23/7), outra visitante também foi flagrada durante o procedimento de entrada na unidade prisional. Os policiais suspeitaram que ela escondia drogas no corpo e a encaminharam à delegacia. Ao ser informada de que passaria por exames médicos, a mulher admitiu que carregava um invólucro escondido no ânus. O pacote foi retirado e o exame preliminar identificou aproximadamente 98 gramas de cocaína.
As duas mulheres foram levadas para a 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), onde foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas. Ao todo, foram apreendidos 148 gramas de entorpecentes.
Segundo a Polícia Penal, se a carga tivesse chegado ao destino, poderia render mais de R$ 29 mil ao crime organizado. Isso porque o preço das drogas dentro das penitenciárias costuma ser muito superior ao praticado fora dos presídios.
Casos semelhantes
Em 16 de julho, uma visitante de 31 anos foi presa ao tentar entrar na unidade com cerca de 121 gramas de skunk, uma variedade de maconha com alta concentração de THC, escondidos no corpo. Dias antes, em 25 de junho, outra mulher, de 42 anos, foi flagrada transportando aproximadamente 192 gramas de dry, um derivado concentrado da maconha, também oculto no corpo.
De acordo com a Polícia Penal, os flagrantes demonstram a eficácia dos protocolos de segurança adotados nas penitenciárias do Distrito Federal. As revistas incluem scanners corporais, fiscalização dos policiais penais e ações de inteligência para impedir a entrada de drogas e outros materiais proibidos nas unidades prisionais.
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