Porto Velho (RO)11 de Junho de 202618:17:31
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VÍDEO: mulher que fingia ter 12 anos alega transtorno mental em depoimento

Amanda tentou justificar a sequência de golpes alegando sofrer de problemas psiquiátricos crônicos desde a juventude


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Reprodução Redes Sociais

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 Uma trama de mentiras que se arrastou por 15 anos, cruzando as fronteiras de pelo menos seis estados brasileiros, começou a ser desmontada pela Polícia Civil de Santa Catarina. Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, foi presa no último dia 2 de junho após viver por 14 meses como filha adotiva de uma família em Joinville, fingindo ser uma pré-adolescente de apenas 12 anos. Na última terça-feira (10), ela virou ré pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Em depoimento obtido pelas autoridades, Amanda tentou justificar a sequência de golpes alegando sofrer de problemas psiquiátricos crônicos desde a juventude:

"Eu comecei a fazer um tratamento lá na adolescência porque eu saí de Fortaleza já faz um tempinho, já fui internada. Eu comecei, acredito que tem fichinha lá, no CAPS da cidade de Horizonte, no Ceará, e também fiz acompanhamento no Hospital de Saúde Mental de Messejana, que fica em Fortaleza", confessou.

Diante das alegações, a Justiça de Santa Catarina confirmou que submeterá a ré a um exame de sanidade mental, agendado para o dia 26 de junho, para determinar se ela tinha discernimento de seus atos. Ao ser questionada pelo delegado se já havia sido processada antes, ela foi direta: "Por estelionato. Eu fiz um B.O com nome de Karoline, nome que tava em outra certidão, sem apresentar documento nenhum".

O estelionato sentimental e civil praticado por Amanda seguia um padrão rigoroso: ela mirava famílias acolhedoras, redes de proteção ou instituições religiosas, inventava históricos terríveis de abuso para gerar comoção e adotava fisionomia, trejeitos e vozes infantis.

A capacidade de manipulação de Amanda impressionou os investigadores. Na passagem por Joinville, a farsa foi tão profunda que os "pais adotivos" chegaram a celebrar o aniversário de 12 anos da mulher de 38. Além do afeto, a família custeou tratamentos médicos para ela.

Em Chapecó (SC), o Ministério Público já havia formalizado uma denúncia contra ela, após a estelionatária usar a identidade de uma pessoa chamada Melissa para pedir socorro em uma igreja, afirmando ser uma menina de 12 anos que sofria abusos recorrentes. Já em Florianópolis, enquanto estava em uma casa de acolhimento, ela deu entrada no Hospital Infantil Joana de Gusmão; em um exame de raio-X, os médicos ficaram chocados ao encontrar diversas agulhas inseridas em seu próprio corpo.

Pelo histórico no Rio de Janeiro, Amanda já havia sido presa em flagrante em 2023 e, posteriormente, em 2024 aplicou novos golpes, o que resultou em uma condenação em 2025 a um ano e dez meses de prisão em regime aberto por falsidade ideológica — o que não a impediu de migrar para o Sul e continuar os crimes.

Agora atrás das grades em solo catarinense, a "falsa menor" responderá pelos danos psicológicos e financeiros causados a dezenas de famílias que abriram suas portas para o que acreditavam ser uma criança indefesa.

Confira os estados, nome usado e idade declarada por Amanda

Santa Catarina (Joinville, Chapecó e Floripa) Gabi / Gabriele / Melissa 12 anos

Joinville, viveu 14 meses com uma família, ganhou festa de 12 anos e tratamento para obesidade.

Florianópolis, foi acolhida e médicos acharam agulhas em seu corpo num raio-X.

Paraná Emily, 13 anos, fingiu ter câncer terminal. Uma das vítimas se envolveu tanto emocionalmente que tatuou o nome "Emily" no braço.

Rio de Janeiro (2023-2024), se chamava Duda e foi acolhida por uma nutricionista em Nova Iguaçu. Usava voz infantil e dizia que o pai a obrigava a tomar hormônios e se prostituir (justificativa para a falta de documentos). Foi condenada em 2025.

Minas Gerais (2022) usou os nomes de Ana Clara / Karol, 13 anos, e alegou ter fugido do Ceará após sofrer abusos severos.

São Paulo (Jundiaí), se chamava Ana Clara dos Santos, nascida em 2009. Nesse estado, ela inventou uma história de exploração sexual que mobilizou e sobrecarregou toda a rede de proteção à criança do município.

D24am


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