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VÍDEO: Fraude no INSS: PF acha pilhas de dinheiro em sacos de lixo.

PF e CGU deflagraram, nesta quarta (27\5), mais uma operação acerca dos descontos irregulares em benefícios de aposentados


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Durante a nova fase da operação que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) nesta quarta-feira (27/5), investigadores apreenderam pilhas de dinheiro escondidas em sacos de lixo. As fraudes foram denunciadas pelo Metrópoles.

Ao todo, são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares nas seguintes unidades federativas: Pernambuco, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal. A coluna apurou que o montante em espécie foi apreendido em Pernambuco.

A coluna apurou que o dinheiro, avaliado em cerca de R$ 287 mil, estava em posse de um irmão de Rogério Soares de Souza, apontado como ligado a uma das associações investigadas e com conexões com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".

As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os investigadores, a ação tem como foco aprofundar apurações sobre possível ligação entre os alvos da operação e organizações criminosas envolvidas em fraudes contra beneficiários do INSS.

Os alvos

Entre os alvos da operação, estão Rogério Soares de Souza - apontado como elo de uma das entidades associativas investigadas e com suposta relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS" -, Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho, Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Douglas Caetano, Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, Américo Monte Júnior, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Everaldo Felício de Macedo Junior.

A investigação também tem como alvo entidades associativas suspeitas de participação nas irregularidades, entre elas a Unibap, em Brasília; a Abenprev-SP; Amar Brasil Clube de Benefícios; Master Prev; Aasap; e a Aandapp, além de ex-servidores do INSS.

A operação busca esclarecer suspeitas de ocultação e dilapidação patrimonial, estratégia usada para esconder bens e dificultar eventual bloqueio de valores obtidos de forma ilegal.

As diligências policiais apontam esquema de descontos não autorizados aplicados diretamente em aposentadorias e pensões. A suspeita é que entidades e empresas realizavam cobranças indevidas sem consentimento dos beneficiários.

Durante a ação, policiais também apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e materiais que serão analisados para identificar o fluxo financeiro do esquema e a participação de novos envolvidos.




Metrópoles


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