• Marina Ramos / Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criou oficialmente a Comissão Especial que analisará o fim da escala 6x1. O deputado encaminhou na tarde desta sexta-feira (24) aos líderes o pedido de indicação de membros para o colegiado, que terá 38 membros titulares.
Seguindo as regras de proporcionalidade de bancadas, o PL terá direito de indicar sete membros. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante, afirma que ainda não definiu os nomes.
A federação formada por PT, PCdoB e PV terá direito a indicar seis parlamentares. No PT, membros afirmam que há mais interessados do que vagas e que será preciso escolher entre os parlamentares. No campo da esquerda, PSB e a Federação PSOL-Rede e PDT ainda poderão indicar um membro cada.
O União Brasil poderá indicar quatro membros. PP, MDB, PSD e Republicanos poderão indicar três membros cada. Já o Podemos, a Federação PSDB-Cidadania, Avante, Solidariedade, PRD e Novo terão direito a um deputado no colegiado, cada.
A proposta foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara nesta semana, em votação simbólica. Na Comissão Especial, devem ocorrer os debates de mérito.
O presidente Hugo Motta ainda não divulgou quem será o relator da matéria no colegiado e pretende discutir o nome antes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ideia é que a comissão comece a funcionar já na semana que vem, com a instalação e eleição da presidência e vice-presidência.
"Na semana que vem, quero dar início com o próximo passo que é criação da comissão especial para quem sabe — e essa é a minha meta — nós cheguemos ao final do mês de maio, que é o mês do trabalhador, e possamos entregar isso", disse em entrevista à Rádio Correio, da Paraíba.
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