Porto Velho (RO)16 de Fevereiro de 202619:09:03
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Lula ignora críticas e celebra após Carnaval no Rio: "Foi lindo"

Oposição promete acionar a Justiça após o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou Lula. Planalto nega irregularidades


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a se manifestar sobre sua participação na abertura dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí nesse domingo (15/2), e ignorou críticas da oposição, que aponta propaganda antecipada e uso irregular de dinheiro público.

"Uma noite inesquecível na Sapucaí. Niterói, Imperatriz, Portela e Mangueira: quatro escolas e uma só emoção. Quanta criatividade e talento juntos na avenida. Foi lindo. Obrigado, Rio!", escreveu Lula em postagem nas redes sociais com imagens do evento. Veja:

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Um post compartilhado por Luiz Inácio Lula da Silva (@lulaoficial)


A Acadêmicos de Niterói homenageou o petista com um samba-enredo que abordava a trajetória desde a infância até o atual mandato. O desfile trouxe referências a adversários políticos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que apareceu representado como um palhaço, preso e utilizando uma tornozeleira eletrônica danificada.

O petista acompanhou as apresentações do camarote do Sambódromo ao lado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e políticos. Em vídeo publicado nas redes sociais na tarde desta segunda (16/2), o chefe do Planalto classificou a noite como "inesquecível". A publicação traz imagens do petista na avenida, cumprimentando membros das escolas.

O tributo a Lula já gerava polêmica antes mesmo de acontecer. Parlamentares e partidos de oposição acionaram a Justiça para impedir a realização da homenagem, sob alegações de uso de recursos públicos e propaganda eleitoral antecipada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou duas liminares sobre o tema e argumentou que não havia "elemento concreto de campanha eleitoral antecipada".

Após o desfile, a pressão contra o petista se intensificou. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Novo prometeram buscar a Justiça. A sigla classificou a apresentação como uma "peça de propaganda" e disse que vai protocolar um pedido pela inelegibilidade do presidente.

PL protesta contra Lula

O Partido Liberal também se manifestou, alegando que o desfile da agremiação carioca "materializou uma série de ilícitos eleitorais".

O Planalto nega irregularidades. Em nota elaborada antes do desfile, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência ressaltou que não houve qualquer decisão judicial que impedisse a realização do desfile. Também rejeitou ilegalidades no repasse de recursos do governo federal à agremiação. A Embratur repassou R$ 1 milhão para cada uma das escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio, o que inclui a Acadêmicos de Niterói.

"O Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro é um evento cultural e turístico de repercussão internacional que recebe apoios recorrentes do Governo do Estado, da Prefeitura do Rio e da Embratur. Os recursos não foram criados agora e são repassados para a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, a Liesa, e não diretamente às escolas", diz a nota.

Evangélicos e família

Outro ponto criticado por nomes contrários ao governo foi a ala do desfile chamada "neoconservadores em conserva", cuja fantasia trazia uma lata de conserva com o desenho de uma família formada por um homem, uma mulher e dois filhos. Segundo a escola, a alegoria simboliza o grupo que atua em oposição a Lula — entre eles, os evangélicos.

Políticos governistas, por sua vez, rechaçaram as críticas e exaltaram a apresentação. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), ironizou o senador Flávio Bolsonaro. "Chora não. Quando houver desfile da Acadêmicos da Milícia, vão homenagear você e seu pai", escreveu, no X.






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