Porto Velho (RO)15 de Julho de 202616:57:31
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Rondônia

Caso Marta Isabelle: MPF investiga falhas em transferências escolares

Investigação busca identificar brechas na comunicação entre redes estaduais de ensino que podem deixar crianças e adolescentes sem acompanhamento


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Portal SGC

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O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar possíveis falhas no sistema de transferência escolar entre estados brasileiros e avaliar a necessidade de criação de normas nacionais que garantam maior controle e acompanhamento de crianças e adolescentes durante esse processo.

A iniciativa foi motivada pelo caso da adolescente Marta Isabelle, morta em Porto Velho (RO) após sofrer tortura e maus-tratos no ambiente familiar. Segundo o MPF, a investigação busca evitar que situações semelhantes ocorram novamente por falta de comunicação entre órgãos responsáveis pela educação e proteção de menores.

O objetivo principal é verificar se existe uma falha na integração entre os sistemas estaduais de ensino que permita que estudantes deixem de frequentar a escola após uma transferência sem que as autoridades sejam informadas e possam iniciar procedimentos de busca ativa.

Falta de comunicação entre estados é ponto central da investigação

De acordo com informações levantadas pelo MPF, no caso de Marta Isabelle, o pai teria informado que a adolescente seria transferida da rede estadual de ensino de Rondônia para a Paraíba. Porém, não havia um sistema nacional capaz de confirmar se a matrícula foi efetivada na nova unidade escolar.

Para o Ministério Público, caso existisse um mecanismo de comunicação entre os estados, seria possível identificar rapidamente se a estudante não havia ingressado na escola de destino, permitindo o acionamento da busca ativa e, quando necessário, dos órgãos de proteção e segurança pública.

MPF solicita informações ao MEC e Conselho Nacional de Educação

Como parte inicial da investigação, o MPF encaminhou ofícios à Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) e ao Conselho Nacional de Educação (CNE), solicitando esclarecimentos sobre o funcionamento atual das transferências interestaduais de estudantes.

Os órgãos deverão informar se existem regras específicas para esses casos, quais procedimentos são adotados quando um aluno não realiza a matrícula na escola de destino e como ocorre atualmente a comunicação entre as redes estaduais de ensino.

O prazo estabelecido para resposta é de 15 dias úteis.

Possíveis novas regras nacionais

Caso seja confirmada a ausência de uma regulamentação nacional sobre o tema, o MPF poderá recomendar ao MEC e ao CNE a criação de diretrizes que tornem obrigatória a comunicação entre os sistemas estaduais de educação.

A medida pretende fortalecer a busca ativa escolar e ampliar a proteção de crianças e adolescentes em todo o país, garantindo que mudanças de escola sejam acompanhadas de forma mais eficiente pelos órgãos públicos responsáveis.


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