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Uma operação realizada pela Polícia Federal, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública da União, resultou no fechamento de um estabelecimento investigado por exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão em Rondônia. Duas mulheres foram presas em flagrante durante a ação.
A fiscalização ocorreu no distrito de Vista Alegre do Abunã, localizado a cerca de 400 quilômetros de Porto Velho. De acordo com as investigações, o esquema funcionava nos fundos de um imóvel que, na parte frontal, operava como um bar.
Durante a operação, as equipes encontraram quatro mulheres vivendo em situação de vulnerabilidade, entre elas uma adolescente de 17 anos. Segundo a Polícia Federal, as vítimas residiam e trabalhavam no local, submetidas a um sistema que restringia sua autonomia e dificultava o desligamento das atividades.
Os agentes apreenderam cadernos com registros financeiros, anotações sobre programas realizados, aplicação de multas internas e controle de dívidas atribuídas às trabalhadoras. Conforme apontam as investigações, despesas com transporte, alimentação, hospedagem e até consumo de bebidas eram cobradas das mulheres, criando um ciclo permanente de endividamento.
As autoridades afirmam que o mecanismo mantinha as vítimas financeiramente dependentes do estabelecimento, comprometendo sua liberdade de escolha e locomoção. No caso da adolescente resgatada, foi constatado que ela havia sido recrutada em outro estado e que os custos de sua viagem já haviam sido transformados em dívida assim que chegou a Rondônia.
Ainda conforme a apuração, a estrutura do esquema possuía divisão de funções. A proprietária seria responsável pelo recrutamento das mulheres e pela administração financeira do negócio, enquanto a gerente atuava no controle diário das atividades, fiscalização interna e gestão do caixa.
As duas suspeitas foram presas em flagrante e poderão responder por crimes relacionados à exploração sexual, favorecimento da prostituição e redução de pessoas à condição análoga à de escravo.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo. O caso ganhou repercussão no estado e reforça as ações das autoridades no combate à exploração de mulheres e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
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