Três pessoas são julgadas a partir desta quinta-feira (15), em Porto Velho, pela morte do empresário Edson Nascimento Dalto. A sessão do Tribunal do Júri ocorre no Fórum da capital e tem previsão de encerramento na sexta-feira (16).
Respondem ao processo Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa, acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, além de Jucelainy Coelho de Araújo, esposa de Daniel, que responde pela suposta participação na ocultação do corpo.
O julgamento havia sido marcado inicialmente para maio deste ano, mas foi adiado após a mudança da equipe de defesa dos réus, que solicitou mais tempo para se preparar. A nova sessão prevê o depoimento de testemunhas, os interrogatórios e os debates entre acusação e defesa, antes da decisão dos jurados.
Como ocorreu o crime
Edson Dalto foi morto em maio de 2024, em uma propriedade rural no distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari (RO). Conforme as investigações, o empresário teria sido agredido violentamente após desentendimentos anteriores com os dois funcionários apontados como responsáveis pelo homicídio.
Segundo a denúncia, após as agressões, o corpo foi levado e jogado em um rio da região. O veículo da vítima foi localizado em um ponto diferente daquele em que o corpo foi encontrado, circunstância que contribuiu para as suspeitas durante as investigações.
O caso foi investigado pela Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Contra o Patrimônio, em Porto Velho. Em agosto de 2025, a Justiça decidiu que havia indícios suficientes para submeter os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Acusações
Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa respondem por homicídio qualificado, com qualificadoras relacionadas ao motivo fútil, ao meio cruel e ao uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Ambos também são acusados de ocultação de cadáver.
Já Jucelainy Coelho de Araújo responde pelo suposto envolvimento na ocultação do corpo após o assassinato.
O julgamento deverá definir a responsabilidade penal de cada réu. Até a decisão judicial, todos são considerados inocentes.
Portal SGC