Porto Velho (RO)21 de Julho de 202613:02:45
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Capitã da PM é encontrada morta em Belo Horizonte, marido é preso e Polícia Civil investiga o caso

Militar de 41 anos chegou sem vida ao hospital com sinais de traumatismo. Versões apresentadas pelo marido e suspeita de uso de drogas serão apuradas


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A morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais, Michelle Leão Azevedo, de 41 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil após a militar dar entrada sem vida no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20). O marido da vítima, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso depois de apresentar versões consideradas contraditórias sobre o ocorrido.

De acordo com o boletim de ocorrência, Michelle foi levada ao hospital já sem sinais vitais e apresentava traumatismo craniano, além de outras lesões pelo corpo. Inicialmente, o sargento informou à equipe médica que a esposa teria sofrido uma queda de escada. No entanto, a gravidade dos ferimentos levantou suspeitas, levando os profissionais de saúde a acionarem a polícia.

Durante o atendimento na unidade hospitalar, conforme registro policial, o militar teria descartado em um banheiro uma caixa contendo comprimidos semelhantes ao ecstasy. Ainda segundo o boletim, Eduardo relatou que o casal havia realizado uma festa em casa no domingo (19), e que ambos teriam consumido a substância após a saída dos convidados.

O sargento também afirmou que parte das lesões encontradas no corpo da capitã teria ocorrido durante práticas consensuais entre o casal. Essas declarações, entretanto, serão confrontadas com depoimentos, exames periciais e demais elementos reunidos pela investigação.

A médica responsável pelo atendimento informou que Michelle deu entrada no hospital por volta das 21h35, já em parada cardiorrespiratória, indicando que a morte teria ocorrido horas antes da chegada à unidade de saúde.

Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno, responsável pela defesa do sargento, pediu cautela diante do caso e destacou que qualquer conclusão deve aguardar o resultado das investigações. O defensor afirmou ainda confiar na atuação imparcial das autoridades e no respeito ao devido processo legal.

A causa da morte da capitã ainda será definida pelos exames periciais. Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do caso para esclarecer o que aconteceu.


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