Uma denúncia de suposta negligência no atendimento prestado pelo Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HB), em Porto Velho, trouxe à tona o drama vivido por uma paciente que enfrenta graves complicações decorrentes da aplicação de silicone industrial.
De acordo com a denunciante, a paciente permanece hospitalizada com fortes dores e, apesar da gravidade do quadro, ainda aguarda uma definição sobre a realização de uma cirurgia que, segundo a família, seria necessária para tratar as complicações provocadas pelo procedimento estético irregular.
A mãe afirma estar preocupada com a evolução do estado de saúde da filha e pede que o caso seja reavaliado pela equipe médica, alegando que a paciente necessita de uma resposta mais rápida e de um tratamento capaz de amenizar o sofrimento enfrentado diariamente.
Quadro clínico impede cirurgia, diz equipe médica
Conforme informações registradas no prontuário da paciente, ela apresenta um quadro de sepse cutânea, condição considerada grave e que exige acompanhamento médico contínuo.
Segundo a avaliação da equipe responsável pelo atendimento, neste momento não há indicação para a realização de procedimento cirúrgico. Os profissionais apontam que a paciente apresenta anemia e condições clínicas que aumentam os riscos de uma intervenção imediata, motivo pelo qual a conduta adotada é o tratamento clínico.
Ainda de acordo com o prontuário, a paciente permanece sob cuidados especializados, recebendo curativos e acompanhamento da equipe médica, enquanto seu estado de saúde é monitorado para definir os próximos passos do tratamento.
Família cobra reavaliação do caso
Inconformada com a decisão médica, a mãe da paciente defende que a filha necessita de uma solução definitiva para o problema e solicita uma nova avaliação clínica. Segundo ela, as dores intensas e as complicações provocadas pelo silicone industrial exigem uma resposta mais rápida por parte da unidade hospitalar.
A denunciante pede que todas as alternativas terapêuticas sejam analisadas, com o objetivo de oferecer melhores condições de recuperação à paciente.
Hospital e Sesau têm espaço para esclarecimentos
Até o momento, a equipe médica mantém o entendimento de que a prioridade é estabilizar o quadro clínico da paciente antes da realização de qualquer procedimento cirúrgico.
A reportagem ressalta que o espaço permanece aberto para manifestação da direção do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau), para que apresentem esclarecimentos sobre o atendimento prestado, a evolução clínica da paciente e as medidas adotadas no caso.
Portal SGC