Porto Velho (RO)19 de Abril de 202621:43:27
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VÍDEO: "Só não matei por causa do policial" - Polícia Militar impede execução a tiros na Calama

Autor disparou revólver .38 contra motorista de aplicativo. Agente de folga reagiu em legítima defesa de terceIro


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A guarnição da Polícia Militar foi acionada na noite do último sábado (18) para atender uma ocorrência de tentativa de homicídio no cruzamento da rua Calama com a avenida Jorge Teixeira, ao lado do supermercado Irmãos Gonçalves, em Porto Velho. A ação criminosa foi interrompida por um policial militar que estava de folga e presenciou os disparos.

Desavença prévia

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, É. R. G. estava trabalhando como motorista de aplicativo, transportando o passageiro J. L. A. S. Ao parar no semáforo do cruzamento, foi surpreendido por E. L. L., que se aproximou em uma Honda/XRE 300, prata, sacou um revólver calibre .38 e efetuou vários disparos.

De acordo com o levantamento da policia, os envolvidos já possuíam registro de conflito envolvendo disparos de arma de fogo.

Policial militar de folga interviu - "Só não matei por causa do policial"

Um policial militar de folga presenciou os disparos. Ele estava parado no semáforo dentro de seu veículo particular quando E. L. L. baleou a vítima. Ao testemunhar os tiros, desembarcou, identificou-se como agente da lei e ordenou o autor que parasse, mas foi ignorado, e os disparos contra a vítima continuaram,colocando em risco a vida dela e de terceiros.

O policial militar então efetuou um disparo com sua arma institucional (pistola Beretta 9mm), atingindo o braço direito do agressor, que se rendeu e foi detido.

"Só não executei a vítima por causa da intervenção do policial", teria dito o conduzido, segundo registros da ocorrência.

Com o autor, foi apreendido o revólver calibre .38, que continha cinco cartuchos deflagrados e um intacto, sem numeração aparente — indício de supressão de identificação, configurando também o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (artigo 14 da Lei nº 10.826/2003).

Após ser detido, Edson Luiz Lima pegou o próprio celular e o quebrou com as próprias mãos, temendo que o aparelho fosse periciado. O telefone danificado, a motocicleta XRE 300, capacete e jaqueta da vítima (ensanguentada e com vários furos de tiros) foram apresentados na Central de Flagrantes.

Estado de saúde e prisão

A vítima foi levada ao Hospital João Paulo II pela SAMU, onde foram constatadas cinco perfurações por disparo de arma de fogo, com dois projéteis alojados na região torácica. Ela permanece internada na ala de observação.

O autor foi encaminhado ao hospital, recebeu atendimento e alta médica. Ele recebeu voz de prisão pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, sendo apresentado na Central de Flagrantes, onde permanece à disposição da Justiça. A arma do policial militar também foi recolhida para os procedimentos legais de praxe.















Portal SGC


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