Foto: Rafael/Funai
A Polícia Federal (PF), com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), destruiu 29 embarcações e motores utilizados no garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira, em Porto Velho. A ação foi realizada na terça-feira (10) e integra o conjunto de medidas de combate aos crimes ambientais e à exploração irregular de recursos minerais na região.
Segundo a PF, no local foram encontradas dragas e balsas de médio e grande porte, o que indica a atuação de um grupo estruturado, com capacidade de operar em larga escala no leito do rio. As estruturas identificadas demonstram um esquema organizado, voltado à extração ilegal de ouro, prática que provoca sérios impactos ambientais, como o assoreamento do rio e a contaminação da água por mercúrio.
Como não foi possível remover os equipamentos do local, a destruição das embarcações e motores foi realizada conforme prevê a legislação ambiental vigente. A medida é adotada quando a retirada se torna inviável ou representa risco logístico e operacional, evitando que o maquinário volte a ser utilizado na atividade criminosa.
Durante a operação, os agentes também apreenderam celulares, frascos contendo mercúrio — substância altamente tóxica utilizada na separação do ouro — e uma arma de fogo. O uso de mercúrio na atividade garimpeira é considerado um dos principais fatores de contaminação ambiental, afetando a fauna, a flora e a saúde das populações ribeirinhas.
Dois homens foram presos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Eles foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Rondônia, onde permanecem à disposição da Justiça.
A operação reforça a intensificação das fiscalizações no Rio Madeira, área que tem sido alvo frequente de ações contra o garimpo ilegal, prática que, além de crime ambiental, também está associada a outros delitos, como organização criminosa e porte irregular de armamento.
Rosinaldo Guedes - Portal SGC