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A juventude têm saído às ruas em diversos países da Europa, como Itália, Espanha, França, Portugal e Albânia, para protestar contra problemas na educação, o alto custo de vida e a falta de oportunidades.
Na Itália, manifestações terminaram em confrontos com a polícia, depredações e saques a estabelecimentos comerciais nos arredores da Praça do Duomo, em Milão, durante o fim de semana. Cerca de 70 pessoas foram presas. Diante dos episódios, a primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de segurança para esta segunda-feira (19).
Na Espanha, protestos realizados em setembro tiveram como foco a alta dos preços dos aluguéis e os despejos. Os atos ganharam força após o caso de Maricarmen Abascal, de 87 anos, que foi retirada de casa depois que um fundo de investimento aumentou seu aluguel em 230%. Ela morreu duas semanas depois, após ser internada em um hospital.
Os manifestantes pedem a redução dos aluguéis, o fim dos despejos e a proibição da compra de imóveis por fundos de investimento.
Em Portugal, centenas de pessoas se reuniram no centro de Lisboa no sábado (17) para reivindicar medidas contra a crise habitacional. Dados oficiais apontam que os preços dos imóveis no país subiram 124% entre 2015 e 2024, cerca do dobro da média da União Europeia.
Na Albânia, os protestos são direcionados ao primeiro-ministro Edi Rama. Os manifestantes denunciam corrupção, falta de empregos e problemas na qualidade da educação.
Protestos na França terminam em confrontos e saques
Na França, estudantes do ensino médio foram às ruas para denunciar a falta de professores, as condições precárias das escolas, as longas jornadas de trabalho e a falta de transparência no sistema de admissão universitária. Segundo os manifestantes, a ausência de docentes faz com que alunos fiquem meses sem aulas.
Os atos também reuniram pessoas insatisfeitas com o aumento do custo de vida, incluindo os preços dos combustíveis, em meio aos impactos do fechamento efetivo do estreito de Ormuz após bombardeios dos Estados Unidos.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das principais centrais sindicais francesas, apoiou as manifestações e reivindicou redução de preços, aumento das pensões e salários maiores.
Após um fim de semana de violência, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu determinou a adoção de toques de recolher em diversas regiões metropolitanas a partir da noite desta segunda-feira (19), na tentativa de conter novos distúrbios.
Entre domingo (18) e a madrugada de segunda-feira, grupos incendiaram lixeiras, bicicletas e outros objetos, além de saquear estabelecimentos comerciais em Paris, Lyon, Marselha e outras cidades.
Desde o início das manifestações, no mês passado, foram realizadas 110 marchas na França, que reuniram entre 550 mil e 800 mil pessoas. Pelo menos 2,4 mil pessoas foram detidas e 997 policiais ficaram feridos. Dois adolescentes sofreram ferimentos graves e perderam uma das mãos.
D24am