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Chefe do Conselho Europeu defende Tribunal de Haia e critica ameaças à Corte

António Costa afirmou na ONU que o direito internacional deve ser aplicado sem "dois pesos e duas medidas" e classificou ameaças ao TPI como inaceitáv


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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu nesta quinta-feira (24) o respeito ao direito internacional e às instituições jurídicas durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Sem citar diretamente os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, Costa criticou violações das normas internacionais e afirmou que as regras devem ser aplicadas de forma igual entre os países.

"Não pode haver dois pesos e duas medidas em termos de direito internacional. Os fatos são claros. Estamos testemunhando violações deliberadas do direito internacional. Seguir e defender o direito internacional não é uma opção; é nossa responsabilidade", declarou.

Costa defende Tribunal Penal Internacional

Durante o discurso, o presidente do Conselho Europeu também falou sobre o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, na Holanda.

Costa afirmou que ameaças e ataques contra integrantes da Corte são inaceitáveis.

"Ameaças e ataques contra o Tribunal Penal Internacional, seus funcionários e autoridades são inaceitáveis", disse.

A declaração ocorre em meio à pressão do governo dos Estados Unidos contra o TPI. Washington não reconhece a jurisdição da Corte e adotou medidas contra integrantes do tribunal.

Na terça-feira (22), durante discurso na ONU, Donald Trump pediu que países membros do TPI deixassem a instituição e afirmou que eles deveriam "renunciar imediatamente a esta instituição desonesta".

EUA aplicaram sanções contra integrantes do TPI

Em 18 de agosto, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou sanções contra a presidente do TPI, Tomoko Akane, e o advogado sênior de julgamentos Abdoulaye Seye.

Segundo o Departamento de Estado americano, as medidas foram adotadas devido à participação dos dois em esforços do tribunal para investigar ou processar autoridades de países que não reconhecem a jurisdição da Corte.

As sanções incluem o congelamento de eventuais ativos sob jurisdição dos Estados Unidos e restrições a transações com entidades americanas.

O TPI criticou as medidas e afirmou que sanções contra seus integrantes ameaçam a independência judicial.

Metrópoles


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