A Glencore anunciou nesta quarta-feira (23) que recebeu um compromisso de US$ 500 milhões do Exim Bank, banco de exportação e importação dos Estados Unidos, para participar da criação de uma reserva estratégica de minerais críticos no país.
A iniciativa faz parte de um projeto do governo norte-americano voltado a garantir o abastecimento da indústria e diminuir os riscos de interrupções nas cadeias globais de fornecimento.
Por meio da parceria público-privada VaultCo, a Glencore será responsável por identificar fornecedores, comprar e entregar minerais estratégicos destinados ao mercado dos Estados Unidos. A empresa utilizará sua rede global de produção e comercialização para realizar as operações.
Projeto prevê até US$ 10 bilhões
A iniciativa integra o Project Vault, programa anunciado pelo governo dos Estados Unidos em fevereiro para formar estoques de matérias-primas consideradas importantes para a segurança econômica e nacional.
O projeto prevê até US$ 10 bilhões em financiamento do Exim Bank, além da participação de investidores privados, fabricantes e fornecedores de minerais.
A reserva será formada por matérias-primas armazenadas em instalações nos Estados Unidos. A ideia é permitir que fabricantes tenham acesso aos insumos durante períodos de escassez ou de instabilidade no mercado.
Entre os setores que podem ser atendidos estão as indústrias automotiva e de baterias, além dos segmentos de geração de energia, tecnologias avançadas e defesa.
Estratégia busca reduzir dependência externa
O programa também faz parte da estratégia dos Estados Unidos para diminuir a dependência de cadeias de fornecimento controladas por outros países.
A China tem participação relevante no processamento de terras raras e de outros minerais utilizados pela indústria tecnológica e de defesa.
Com a entrada no projeto, a Glencore contribui com a estrutura de uma companhia que produz e comercializa mais de 60 commodities e possui operações em mais de 30 países.
O anúncio, no entanto, não informou quais minerais serão comprados pela empresa, os países de origem dos produtos nem o cronograma para a formação dos estoques.
CNN Brasil