Porto Velho (RO)13 de Outubro de 202619:03:23
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Flávio Bolsonaro sinaliza mudanças na Defesa e promete evitar retaliações a militares

Plano prevê ministro civil e afastamento de militares da ativa do Planalto.


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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, tem sinalizado a integrantes das Forças Armadas que não pretende promover perseguições a oficiais que se aproximaram do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo relatos obtidos pela CNN Brasil, emissários do parlamentar transmitiram a mensagem à cúpula militar.

A intenção, de acordo com interlocutores, é evitar um cenário de revanchismo contra integrantes das Forças Armadas que ajudaram a reduzir tensões nos quartéis após as eleições de 2022.

Flávio também pretende adotar um modelo diferente do governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), com menos militares da ativa em cargos no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios.

Ministério da Defesa deve ficar com um civil

Para comandar o Ministério da Defesa, a preferência seria por um nome civil. Entre os cotados está Marcos Degaut, que ocupou cargos na área de defesa durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro.

Degaut também atuou como executivo na América Latina do Grupo Edge, empresa dos Emirados Árabes Unidos que ampliou sua presença na indústria de defesa brasileira por meio de aquisições de empresas do setor.

Próximo de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, Degaut também mantém interlocução com Flávio. Em 2022, chegou a ser indicado para assumir a embaixada brasileira nos Emirados Árabes Unidos, mas não passou por sabatina no Senado e desistiu da indicação, alegando questões de saúde.

Comando das Forças Armadas deve mudar

No entorno do candidato, a possibilidade de manter os atuais comandantes das Forças Armadas, escolhidos por Lula, está descartada. A sinalização, porém, é de que a troca não será acompanhada de perseguições a oficiais considerados próximos da atual gestão.

Um dos nomes citados nesse contexto é o do general Francisco Humberto Montenegro Junior, chefe do Estado-Maior do Exército, apontado como favorito nos quartéis para suceder Tomás Paiva no comando da força terrestre.

As sinalizações fazem parte das articulações políticas de Flávio Bolsonaro com a cúpula militar em meio à disputa presidencial.

CNN Brasil


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