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Entidades ligadas aos caminhoneiros decidiram não aderir à paralisação convocada para a semana passada. A decisão ocorreu após o governo federal publicar uma Medida Provisória (MP) que endurece a fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete. Apesar do recuo, uma nova rodada de negociações está prevista para esta semana, com demandas que serão apresentadas ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A categoria não descarta propor emendas ao texto da MP.
Estado de greve
O presidente da Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, afirmou que a categoria permanece em "estado de greve". Segundo ele, a possibilidade de paralisação continua caso o governo "não resolva a situação e não dê uma resposta positiva para as pautas".
Nessa mesma linha, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), Paulo João Estausia, informou que a entidade seguirá negociando outros pontos que podem ser incorporados à medida provisória via emendas parlamentares.
Já a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) condicionou a suspensão da greve ao avanço das discussões e ao atendimento de demandas pendentes. O Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam) também acompanha o posicionamento das demais entidades.
O que diz a Medida Provisória
A MP nº 1.343/2026 reforça as regras do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas e estabelece mecanismos rígidos de controle. A fiscalização será integrada, unindo dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Receita Federal e fiscos estaduais e municipais.
As principais mudanças incluem:
Portal SGC - Com informações do Portal R7