Porto Velho (RO)25 de Junho de 202616:02:17
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Brasil

MP investiga jogadores de futebol por fraude em placar de campeonato

Apostadores que cadastraram palpites para duas partidas em casas de aposta on-line tinham conhecimento prévio


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Hugo Barreto/Metrópoles

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Na manhã desta segunda-feira (11/3), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou a Operação Fim de Jogo, para cumprir dois mandados de busca e apreensão contra atletas da equipe de futebol do Santa Maria. Os alvos foram Alexandre Batista Damasceno, que veste a camisa 13 do time, e Nathan Henrique Gama da Silva, que atua como camisa 2.

Os dois jogadores teriam agido de forma deliberada para manipular placares de ao menos dois jogos do Santa Maria, durante o Candangão 2024, segundo as investigações.

A primeira partida foi contra o Ceilândia, em 3 de fevereiro último, no Estádio Abadião. O Santa Maria perdeu por 6 x 0. No segundo jogo, no último dia 18, o time jogou contra o Gama, no Estádio Bezerrão, e foi goleado por 5 x 0.

Além do envolvimento direto dos atletas em todos os lances que resultaram nos 11 gols desses jogos, o Ministério Público obteve provas que demonstram que apostares que cadastraram palpites para as duas partidas em casas de aposta on-line tinham conhecimento prévio dos resultados.




As investigações revelaram, ainda, que dois atletas já haviam sido apontados como suspeitos de manipulações de jogos quando faziam parte da equipe do Desportiva Aliança.

O Gaeco também obteve provas de que William Pereira Rogatto, um aliciador de atletas para o cometimento de fraudes esportivas, está envolvido com os crimes e com a gestão do Santa Maria. Contra ele, foram expedidas ordens de busca e apreensão e de prisão preventiva, que ainda não foram cumpridas em razão de William estar residindo na Europa.

O time do Santa Maria, que disputou o Candangão 2024, terminou na última colocação e foi rebaixado. A operação contou com o apoio do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da PCDF.




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